- Faria Lima saturada impulsiona demanda por escritórios de alto padrão, com vacância de ativos Triple A em 11,5% e média de aluguel em torno de R$ 290,06 por metro quadrado, acima de R$ 350 em alguns edifícios.
- Em 2025, a absorção bruta de escritórios em São Paulo atingiu 226 mil metros quadrados no último trimestre, totalizando 834 mil metros quadrados no ano, com absorção líquida de 289 mil metros quadrados.
- O mercado de alto padrão mostrou melhor desempenho, enquanto a vacância geral caiu para 16,7%, destacando a força de regiões premium.
- Nubank anunciou investimento superior a R$ 2,5 bilhões para ampliar escritórios no Brasil, ocupando cerca de 35 mil metros quadrados no Edifício Cyrela Corporate em Pinheiros; Netflix reforçou presença em Pinheiros com 8,2 mil metros quadrados no OPI-07.
- O cenário macro indica redução da Selic, oferta limitada de novas torres de qualidade e retorno gradual ao escritório, com demanda mais criteriosa e valorização de localizações estratégicas.
Acontece uma mudança no mercado de escritórios de São Paulo: a demanda se desloca para imóveis de alto padrão, com vacância abaixo de 13% em ativos AAA e aluguéis que chegam a até R$ 35 por m². A região de Pinheiros ganha intensidade, junto a áreas como a Avenida JK e a Faria Lima.
Empresas estão migrando de imóveis mais antigos para edifícios modernos, bem localizados e tecnologicamente mais avançados. O movimento favorece os ativos Triple A, que registram menor vacância frente ao restante do mercado.
Segundo a CBRE, a absorção bruta de escritórios em 2025 atingiu 834 mil m², com quarto trimestre em 226 mil m². A absorção líquida fechou em 289 mil m², o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos.
A Cushman & Wakefield aponta vacância de 12,77% no mercado de alto padrão ao fim de 2025, um dos menores da série histórica. Pinheiros aparece entre as regiões com queda expressiva na taxa, com JK também em recuperação.
Cenário macroeconômico
Com o fim do ciclo de alta da Selic, há descompressão de preços. Executivos apontam que a recuperação é mais estratégica do que volumosa, orientada pela ocupação em ativos modernos e bem localizados.
Rodrigo Abbud, da Pátria Investimentos, afirma que o espaço por funcionário aumentou para cerca de 15 m² no híbrido, elevando a demanda por imóveis eficientes. A tendência ajuda a reduzir a vacância gradual.
O levantamento indica que o mercado tende a manter oferta limitada nos próximos anos, com entregas de 49,9 mil m² em 2025, efeito de maturação de projetos e crédito mais restrito.
Nubank e Netflix reforçam a migração
Em janeiro, Nubank anunciou investimento superior a R$ 2,5 bilhões para ampliar sua rede de escritórios no Brasil, com ocupação de 35 mil m² no Edifício Cyrela Corporate, em Pinheiros, a partir de 2027.
No mesmo eixo, a empresa ocupará 20 andares do Edifício Capote 210, com inauguração prevista para abril deste ano. A estratégia reforça a concentração da companhia fora do eixo Faria Lima.
A Netflix também ampliou presença em Pinheiros, transferindo operações para o edifício OPI-07, na Rebouças, elevando a área ocupada de 1,6 mil para 8,2 mil m².
A mudança das gigantes evidencia a disposição de manter o escritório como parte da operação, mesmo com formatos híbridos, priorizando locais de alta qualidade.
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