Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trump: caça de troféu é ‘horror show’; autoriza troféus de elefante em 2025

Mais de 300 permissões de importação de troféus de elefante foram emitidas em 2025, recorde na gestão Trump, enquanto lobby busca reduzir proteções sob a Endangered Species Act

African savanna elephants are endangered, after years of poaching for their ivory, decimated their numbers. Now, their habitats are fast-shrinking due to human activities.
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de trezentos permisos de importação de troféus de elefante foram emitidos em 2025, o maior total já registrado durante a gestão de Donald Trump.
  • Em 2017, após Trump classificar a caça de troféus como “horror show”, o governo criou um conselho pró-caça para reescrever regras, que foi dissolvido após uma ação judicial.
  • Quase dois terços dos troféus importados vieram de Botsuana, país que retomou a caça de elefantes em 2019 após uma pausa.
  • Conservacionistas dizem que caçadores miram sobretudo garous mais velhos com presas grandes, o que pode impactar a população de elefantes da savana, hoje classificada como espécie ameaçada.
  • Em maio de 2025, o Safari Club International pediu à USFWS que afrouxasse proteções para elefantes africanos sob a ESA, facilitando a importação de troféus sem necessidade de autorização específica para cada caso.

Mais de 300 licenças de importação de troféus de elefante foram emitidas em 2025 nos EUA, durante o segundo mandato de Donald Trump, o maior total já registrado nesse período. A informação vem de dados obtidos pela organização não governamental Center for Biological Diversity (CBD).

Em 2017, após Trump classificar o troféu de caça como “horror show”, o governo criou um conselho pró-caça para revisar regras de importação; o grupo foi dissolvido após ação judicial. Agora, o Safari Club International pediu endurecer barreiras para facilitar importações de troféus.

Quase dois terços dos troféus importados eram provenientes de Botsuana, país que retomou a caça de elefantes em 2019, após uma pausa. Conservacionistas alertam que caçadores visam principalmente os adultos com presas maiores, colocando em risco a população de elefantes da savana.

Os elefantes africanos são listados como ameaçados, e a importação de troféus exige licença do US Fish and Wildlife Service (USFWS). Em 2018, o USFWS emitiu 114 licenças; em 2019 houve queda para quatro; não houve licenças em 2020 e 2021.

Botsuana, Zimbabwe e Namíbia aparecem entre os principais países de origem dos troféus. O país africano defende a caça como forma de controlar números de elefantes e reduzir conflitos com comunidades locais, embora estudos indiquem que a maior parte dos ganhos fica com operadores estrangeiros.

O aumento de licenças em 2025 contrasta com as declarações públicas de Trump, que, em 2017, chamou a caça de “horror show”. Em 2018, surgiu o International Wildlife Conservation Council, criado para promover a caça de grande jogo e revisar regras de importação de espécies ameaçadas, incluindo elefantes.

Em maio de 2025, o Safari Club International apresentou ao USFWS um pedido para flexibilizar proteções africanas sob a Endangered Species Act, visando facilitar a importação de troféus. A entidade sustenta que as regras atuais são desnecessárias e onerosas para reformulações regulatórias.

Especialistas lembram que a caça de troféus envolve remuneração substancial e dominância de empresas de turismo de origem estrangeira, com impactos limitados para comunidades locais. Organizações de conservação questionam a eficácia da prática para conservação de longo prazo dos elefantes.

Ainda não está claro como a administração Trump lidará com o pedido do Safari Club International. A CBD afirma que a realização dessa alteração representaria desvio de salvaguardas legais destinadas a proteger espécies vulneráveis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais