- Incêndios recordes atingem África, Ásia e outras regiões neste ano, com mais de 150 milhões de hectares queimados de janeiro a abril, 20% acima do recorde anterior.
- Na África, 85 milhões de hectares foram queimados neste ano, 23% acima do recorde anterior de 69 milhões.
- Na Ásia, as queimadas somaram 44 milhões de hectares até agora, quase 40% acima do recorde de 2014, com Índia, Myanmar, Tailândia, Laos e China entre os mais atingidos.
- Cientistas alertam que o El Niño, que deve começar em maio, pode aumentar calor e seca severa em várias regiões, elevando o risco de incêndios extremos.
- O grupo World Weather Attribution aponta que a mudança climática pode intensificar temperaturas e secas neste ano, especialmente se houver El Niño forte.
A mudança climática impulsionou incêndios recordes na África, na Ásia e em outras regiões neste ano, com a expectativa de que as condições piorem com a chegada do verão no hemisfério norte e o início do El Niño, segundo pesquisadores nesta terça-feira.
Entre janeiro e abril, incêndios queimaram mais de 150 milhões de hectares, 20% acima do recorde anterior, conforme o World Weather Attribution, grupo que estuda o papel do aquecimento global em eventos climáticos extremos.
Ossos dados indicam que, na África, já são 85 milhões de hectares queimados neste ano, 23% acima do antigo recorde de 69 milhões, impulsionados por rápidas mudanças de condições de úmidas para secas.
As queimadas na Ásia totalizam 44 milhões de hectares até agora, quase 40% acima do recorde anterior de 2014, com Índia, Mianmar, Tailândia, Laos e China entre os países mais afetados.
A equipe de pesquisa aponta que a sazonalidade elevada, associada ao El Niño, pode elevar temperaturas e piorar as secas em várias regiões, ampliando o risco de incêndios.
Condições de El Niño
O El Niño deve começar em maio, segundo a Organização Meteorológica Mundial, elevando temperaturas e alterando padrões de chuva no Pacífico. Regiões como Austrália e partes da América podem enfrentar seca acentuada.
Riscos de incêndios extremos podem se intensificar neste ano, especialmente se o El Niño for forte, indicam especialistas. O fenómeno tende a ampliar eventos de calor e disponibilidade de combustível nas florestas.
Pesquisadores ressaltam que, se o El Niño se confirmar com força, o conjunto de impactos da mudança climática pode gerar extremos sem precedentes em várias regiões do globo.
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