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Proteções a baleias ameaçadas atrasam até 2035 com plano apoiado por Trump

Plano apoiado por Trump adia até 2035 novas proteções federais às baleias-da-direita do Atlântico, para favorecer a indústria pesqueira

A pair of North Atlantic right whales interact at the surface of Cape Cod Bay, March 27, 2023, in Massachusetts. Image by Robert F. Bukaty, NOAA permit # 21371
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  • Proposta apoiada pelo ex-presidente Trump quer adiar novas proteções federais para as baleias-pintadas-do-atlântico norte até 2035, para beneficiar a indústria pesqueira.
  • Restam cerca de 380 baleias-pintadas no Atlântico Norte, espécie gravemente ameaçada por enredamento em redes e colisões com embarcações.
  • A ideia, apresentada pelo deputado Jared Golden, busca criar regras menos onerosas para a pesca, preparando normas com mais tempo para avaliação científica.
  • O governo já pausou, até 2028, a implementação de novas regras de proteção às baleias; o apoio presidencial sinaliza possível assinatura, se aprovada pelo Congresso.
  • Organizações ambientais contestam a medida, destacando queda de cerca de 25% na população entre 2010 e 2020, enquanto há sinais recentes de recuperação limitada.

Foram anunciados planos para atrasar proteções federais a baleias-pinaçus do Atlântico Norte até 2035, com apoio de integrantes da administração Trump. A proposta envolve cerca de 380 indivíduos da espécie, cuja situação é crítica, e prevê cumprir regulações mais largas para não prejudicar a pesca comercial. A discussão ocorre em meio a uma moratória já vigente até 2028.

A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Jared Golden, democrata de Maine. Segundo ele, as regras propostas seriam baseadas em evidências mais robustas para reduzir impactos sobre a indústria pesqueira. O White House memo divulgado na sexta-feira indica apoio presidencial caso o projeto passe pelo Congresso.

Pelos planos, a proteção adicional seria adiada para 2035, ganhando tempo para ajustar regulações com foco em menor atrito com a pesca de lagosta e caranguejo. Maine abriga indústria de lagosta significativa, que poderia sofrer com normas mais restritivas segundo os críticos.

Autoridades defendem que o atraso permitiria aperfeiçoar a compreensão científica sobre as ameaças às baleias e, assim, criar medidas mais eficazes. A indústria pesqueira regional, contudo, afirma que mudanças rápidas já são suficientes para manter a sustentabilidade econômica.

Posicionamentos de organizações ambientais divergem. Grupos como In Defense of Animals contestam flexibilizações, apontando declines recentes da população da espécie e recuperação lenta. Dados da New England Aquarium indicam que 23 pares mãe-filhote nasceram na última temporada, o maior total desde 2009, sinalizando algum ganho.

As baleias-pinaçus são protegidas há mais de 50 anos e continuam classificadas como criticamente ameaçadas. Historicamente abundantes na costa leste, foram severamente dizimadas pela caça comercial. A situação atual envolve monitoramento de migrações, alimentação e zonas de proteção no oceano.

Detalhes da Proposta

  • O que muda: atraso de novas proteções federais para 2035.
  • Quem está envolvido: o deputado Jared Golden e a administração federal, com apoio presidencial.
  • Quando acontece: proposta divulgada nesta semana, com previsão de tramitação no Congresso.
  • Onde: território americano do Atlântico Norte, com foco em zonas de proteção costeiras.
  • Por quê: ganhar prazo para discutir regulações menos onerosas à indústria pesqueira e ajustar a ciência por trás das ameaças.

Repercussões e contexto

  • A política atual já prevê pausa em novas regras até 2028.
  • Críticos argumentam que a flexibilização pode aumentar riscos à população de baleias.
  • Defensores da indústria destacam a importância econômica de lagosta e caranguejo para o litoral.

Fonte: Patrick Whittle, Associated Press

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