- Proposta apoiada pelo ex-presidente Trump quer adiar novas proteções federais para as baleias-pintadas-do-atlântico norte até 2035, para beneficiar a indústria pesqueira.
- Restam cerca de 380 baleias-pintadas no Atlântico Norte, espécie gravemente ameaçada por enredamento em redes e colisões com embarcações.
- A ideia, apresentada pelo deputado Jared Golden, busca criar regras menos onerosas para a pesca, preparando normas com mais tempo para avaliação científica.
- O governo já pausou, até 2028, a implementação de novas regras de proteção às baleias; o apoio presidencial sinaliza possível assinatura, se aprovada pelo Congresso.
- Organizações ambientais contestam a medida, destacando queda de cerca de 25% na população entre 2010 e 2020, enquanto há sinais recentes de recuperação limitada.
Foram anunciados planos para atrasar proteções federais a baleias-pinaçus do Atlântico Norte até 2035, com apoio de integrantes da administração Trump. A proposta envolve cerca de 380 indivíduos da espécie, cuja situação é crítica, e prevê cumprir regulações mais largas para não prejudicar a pesca comercial. A discussão ocorre em meio a uma moratória já vigente até 2028.
A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Jared Golden, democrata de Maine. Segundo ele, as regras propostas seriam baseadas em evidências mais robustas para reduzir impactos sobre a indústria pesqueira. O White House memo divulgado na sexta-feira indica apoio presidencial caso o projeto passe pelo Congresso.
Pelos planos, a proteção adicional seria adiada para 2035, ganhando tempo para ajustar regulações com foco em menor atrito com a pesca de lagosta e caranguejo. Maine abriga indústria de lagosta significativa, que poderia sofrer com normas mais restritivas segundo os críticos.
Autoridades defendem que o atraso permitiria aperfeiçoar a compreensão científica sobre as ameaças às baleias e, assim, criar medidas mais eficazes. A indústria pesqueira regional, contudo, afirma que mudanças rápidas já são suficientes para manter a sustentabilidade econômica.
Posicionamentos de organizações ambientais divergem. Grupos como In Defense of Animals contestam flexibilizações, apontando declines recentes da população da espécie e recuperação lenta. Dados da New England Aquarium indicam que 23 pares mãe-filhote nasceram na última temporada, o maior total desde 2009, sinalizando algum ganho.
As baleias-pinaçus são protegidas há mais de 50 anos e continuam classificadas como criticamente ameaçadas. Historicamente abundantes na costa leste, foram severamente dizimadas pela caça comercial. A situação atual envolve monitoramento de migrações, alimentação e zonas de proteção no oceano.
Detalhes da Proposta
- O que muda: atraso de novas proteções federais para 2035.
- Quem está envolvido: o deputado Jared Golden e a administração federal, com apoio presidencial.
- Quando acontece: proposta divulgada nesta semana, com previsão de tramitação no Congresso.
- Onde: território americano do Atlântico Norte, com foco em zonas de proteção costeiras.
- Por quê: ganhar prazo para discutir regulações menos onerosas à indústria pesqueira e ajustar a ciência por trás das ameaças.
Repercussões e contexto
- A política atual já prevê pausa em novas regras até 2028.
- Críticos argumentam que a flexibilização pode aumentar riscos à população de baleias.
- Defensores da indústria destacam a importância econômica de lagosta e caranguejo para o litoral.
Fonte: Patrick Whittle, Associated Press
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