- Ministério Público Federal pediu à Justiça o bloqueio patrimonial de R$ 1 bilhão após o extravasamento na mina de Fábrica, em Ouro Preto, Minas Gerais.
- A Vale informou que o pedido envolve tutela cautelar para evitar agravamento de danos ambientais.
- Autoridades mineiras disseram que, além da água, rejeitos da operação atingiram o rio Maranhão.
- Os transbordamentos foram atribuídos às fortes chuvas que ocorreram nos dias anteriores ao incidente.
- Governo de Minas Gerais ampliou a multa por danos ambientais para R$ 3,3 milhões, citando reincidência após Brumadinho.
A Vale informou na noite de domingo que o Ministério Público Federal pediu à Justiça medidas liminares, incluindo o bloqueio patrimonial de até R$ 1 bilhão, após o extravasamento ocorrido na madrugada de domingo na mina de Fábrica, em Ouro Preto, Minas Gerais. A empresa afirmou que apresentará defesa dentro do prazo legal.
Autoridades mineiras apontam que as transbordamentos foram provocados pelas fortes chuvas registradas nos dias que antecederam o incidente. O MPF alega risco de agravamento de danos ambientais e requereu tutela cautelar antecedente.
Conforme informações do governo de Minas, além da água, os rejeitos da Vale atingiram o rio Maranhão. Também destacam que o evento está relacionado ao regime de chuvas da região.
Medidas legais e reações
O MPF comunicou o pedido de bloqueio de ativos e manteve a defesa da adoção de medidas para prevenir danos ambientais adicionais. A Vale reiterou que seguirá os trâmites legais e apresentará sua defesa.
Na sexta-feira (31), o governo de Minas estabeleceu multa de R$ 3,3 milhões à Vale por danos ambientais decorrentes do extravasamento. O valor considera reincidência em situação semelhante envolvendo Brumadinho, em agosto de 2023.
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