- Em Wirral, estão planejando um duto de 200 quilômetros para transportar CO₂ de quatro produtores de cimento e cal no Peak District, armazenando-o sob o Mar Irlandês, no que o governo chama de maior projeto de descarbonização de cimento do mundo.
- A Peak Cluster afirma que a maior parte do terreno será reintegrada ao estado original após a construção, com o duto operando sob pressões entre o sistema nacional e a rede de gás que abastece residências e empresas.
- O projeto pode gerar cerca de 300 empregos, e também está sendo considerado um polo onshore em Meols para comprimir o gás antes do armazenamento.
- Moradores formaram o grupo No CO₂ Pipeline Wirral nas redes sociais, alegando terem sido surpreendidos pelas propostas e relatando nervosismo e sensação de isolamento.
- Críticos, incluindo o vereador Max Booth, questionam a novidade tecnológica e o risco de vazamentos, afirmando que a área ficaria com um “olhar costeiro” desagradável e destacando que há dúvidas sobre a restauração total do terreno.
O projeto Peak Cluster planeja instalar um duto de gás com 200 km sob a Península de Wirral, na região britânica, com o objetivo de transferir emissões de dióxido de carbono de quatro produtores de cimento e calcário para ser armazenado sob o Mar da Irlanda. A iniciativa é apresentada como parte de um esforço de descarbonização industrial e ainda não tem data de início definida.
Moradores locais criaram o grupo No CO2 Pipeline Wirral para manifestar oposição ao empreendimento, enquanto a população questiona impactos e transparência. Relatos indicam que muitos residentes se sentiram pegos de surpresa, com panfletos sobre propostas e reuniões públicas distribuídos de forma irregular.
A prioridade do projeto é reduzir as emissões da indústria e apoiar metas climáticas, além de gerar cerca de 300 empregos durante a construção. Um ponto avaliado é a possibilidade de haver uma instalação terrestre em Meols para comprimir o gás antes do armazenamento.
Responsáveis do município dizem que a maior parte do terreno será restituída após a conclusão das obras, mas críticos apontam contradições na comunicação, citando também a existência de estruturas acima do solo, como uma área equivalente a um campo de futebol com uma chaminé de 50 metros.
O executivo-chefe da Peak Cluster, John Egan, informou que a restauração do terreno deve permitir o uso semelhante ao anterior e que o pipeline ficará sob pressão menor do que o Sistema Nacional de Transmissão de gás, porém acima do nível do fornecimento doméstico. A operação será regulada pela Health and Safety Executive, como ocorre com outras redes de gás.
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