- A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico projeta até 2040 uma queda de até 40% na disponibilidade hídrica nas principais bacias do Brasil.
- Estudo do Movimento Viva Água, na bacia do rio Miringuava, mostra que, na seca, o volume dos rios pode cair até 52% em áreas degradadas, e 6% a 11% onde há floresta nativa.
- A agricultura sustentável é destacada como caminho, com técnicas como o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) que ajudam a produzir mais com menos água.
- O movimento já mobilizou 27 milhões de reais, beneficiou mais de 180 mil hectares e fortaleceu 60 negócios de impacto socioambiental, com o Guaviva como exemplo de encurtamento entre produtor e consumidor.
- O modelo chegou à Cantareira, Joanes e Jacuípe, com meta de atuar em seis mananciais até 2030, beneficiando 25 milhões, e lançou o CAMP Viva Água, com up to 10,5 milhões em investimentos.
A previsão é de queda na disponibilidade de água nas principais bacias do Brasil até 2040, podendo chegar a 40%. A informação é da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A notícia aponta que mais de 70% da água mundial vai para a agricultura.
Um estudo do Movimento Viva Água, criado pela Fundação Grupo Boticário em parceria com instituições como Instituto Aegea e Águas do Rio, avaliou a bacia do rio Miringuava, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná. Os resultados mostram o impacto da degradação ambiental no volume de água.
Durante a seca, rios em áreas degradadas podem perder até 52% do volume, enquanto áreas com floresta nativa registraram reduções entre 6% e 11%. Guilherme Karam, da Fundação Grupo Boticário, destaca a utilidade da metodologia para investir em ESG.
Ações e impactos
A prática agrícola sustentável surge como caminho para retomar a segurança hídrica. Na bacia do Miringuava, técnicas como o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças evidenciam produção maior com menos gasto de água e menor impacto ambiental.
Idealizado em 2019, o Movimento Viva Água investe em soluções Baseadas na Natureza, restauração de florestas, proteção de nascentes e apoio a práticas agrícolas sustentáveis. Malu Nunes, da Fundação Grupo Boticário, ressalta a cooperação multissetorial.
O movimento já mobilizou 27 milhões de reais, beneficiou mais de 180 mil hectares e fortaleceu 60 negócios de impacto socioambiental. O caso Guaviva exemplifica a aproximação entre produtores e consumidores.
Expansão e metas
No Paraná, ações no Miringuava fortalecem a segurança hídrica e geram negócios sustentáveis. Na Baía de Guanabara, no Rio, há apoio à recuperação de área que influencia 2,5 milhões de pessoas. O modelo chegou ao Sistema Cantareira e às bacias de Joanes e Jacuípe.
A Fundação planeja atuar em seis mananciais prioritários até 2030, beneficiando cerca de 25 milhões de pessoas. A Teia de Soluções CAMP Viva Água destinará até 10,5 milhões de reais para conservação, desenvolvimento local e adaptação climática.
O papel de cada um
Escolhas como consumir produtos de origem sustentável, priorizar produtores locais e reduzir irrigação artificial ajudam a proteger rios e nascentes. Valorizar alimentos da estação diminui o consumo de água e o transporte de longa distância.
Apoiar produtores conscientes financia práticas que preservam o equilíbrio dos ecossistemas. A cadeia resultante favorece o meio ambiente, o agricultor e o consumidor, promovendo ganhos coletivos.
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