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Coruja-das-neves, hiena-estriada e tubarões ganham proteção maior

Países discutem ampliar a proteção de quarenta e duas espécies migratórias, incluindo a coruja-das-neves, a hiena-listrada e tubarões, com decisões em Campo Grande, Brasil, em março

A snowy owl in flight. Image courtesy of Bert de Tilly.
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  • Países signatários propõem listar quarenta e duas espécies e uma subespécie nos Apêndices I ou II da Convenção sobre Espécies Migratórias, para proteção internacional ampliada.
  • Entre os alvos estão o snowy owl, a striped hyena, populações de guepardo na região sul da África e diversas aves marinhas, bem como tubarões migratórios.
  • Na avifauna, trinta e uma espécies de pássaros e uma subespécie são propostas para inclusão; o snowy owl pode ingressar no Apêndice II, diante da queda de cerca de um terço de sua população nas últimas três décadas.
  • Em animais aquáticos, França sugeriu a lontra gigante em Apêndices I e II; Brasil propôs Mustelus schmitti, Squatina guggenheim e Pseudoplatystoma corruscans em Apêndice II; Equador indicou Sphyrna lewini e Sphyrna mokarran para Apêndice I.
  • As decisões serão tomadas na 15ª reunião da Conferência das Partes da CMS, que ocorre em Campo Grande, no Brasil, em março.

A Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) recebeu propostas para ampliar proteções a 42 espécies migratórias. Entre elas estão aves marinhas, o snowy owl e várias espécies de tubarões, além da hiena-rasgada e algumas populações de guepardo. As sugestões serão discutidas na 15ª reunião das Partes, em Campo Grande, Brasil, em março.

A CMS atua para proteger espécies que cruzam fronteiras para alimentação e reprodução. Espécies listadas na Anexos I exigem proteção estrita, enquanto as da Anexo II se beneficiam de cooperação internacional. O relatório mundial de 2024 aponta 399 espécies ameaçadas globalmente, ainda não listadas pela CMS.

Propostas por país e espécie

Zimbabwe indicou incluir populações de guepardo em Zimbábue, Botswana e Namíbia na população transfronteiriça do Sudoeste Africano, já com parte das populações em Anexo I. Outras populações de guepardo já constam no Anexo I. Tajiquistão e Uzbequistão propõem incluir a hiena-rasgada em Anexos I e II, dada sua ampla movimentação em áreas áridas.

Entre aves, 31 espécies foram propostas para listagem. A Noruega, por exemplo, solicitou o snowy owl para o Anexo II, destacando a redução de cerca de um terço de sua população nas últimas três décadas. Outros grupos incluem aves marinhas migratórias e maçaricos.

Entre mamíferos aquáticos, a França propôs o guaxinim-otter gigante (Pteronura brasiliensis) para Anexos I e II. A espécie é endêmica da América do Sul, com uma presença estimada de cerca de 200 indivíduos na Guiana Francesa, segundo a proposta.

Peixes e tubarões

Diversos tubarões migratórios foram alvo de proposições. Panamá sugeriu incluir o tubarão-serra, treze tubarões de grande porte e outras espécies na Anexo I. Brasil pediu inclusão de dois tubarões (Mustelus schmitti e Squatina guggenheim) e de um peixe-gato (Pseudoplatystoma corruscans) no Anexo II.

Equador propôs adicionar o tubarão-martelo-lamado Sphyrna lewini e Sphyrna mokarran ao Anexo I, ampliando proteções para espécies de grande importância ecológica e econômica.

Próximos passos

As decisões serão tomadas na 15ª conferência da CMS, que ocorrerá em março, em Campo Grande, Brasil. A reunião reunirá representantes dos países signatários para votar as propostas e delinear medidas de proteção. A CMS busca promover cooperação internacional para a conservação de espécies que cruzam fronteiras.

Observação: as propostas visam proteger ecossistemas migratórios, com foco em conservação transnacional e cooperação entre países. As informações destacam nomes científicos e estratégias de proteção sem emitir julgamentos.

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