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Pacientes da NHS enfrentam pior falta de remédios já registrada

Especialistas alertam que faltas de medicamentos no NHS atingem nível recorde, forçando pacientes a racionar remédios e até pular refeições

One patient spoke of the panic of being ‘on the phone for hours … driving around’ to visit pharmacies.
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  • Pacientes no NHS enfrentam as piores faltas de medicamentos já registradas, afetando analgésicos comuns, remédios para epilepsia e terapia de reposição hormonal (HRT).
  • Dois fármacos citados pelo impacto das faltas são Estradot (HRT) e Creon (enzimas para digestão em câncer de pâncreas e fibrose cística), com protocolos de escassez vigentes por um a dois anos.
  • Os protocolos de escassez foram estendidos pelo NHS até 10 de julho, em meio a relatos de pacientes que precisam racionar medicamentos ou, em alguns casos, deixar de comer.
  • Farmácias relatam dificuldades para obter também Ramipril, analgésicos e co-codamol, enquanto fatores como cadeia de suprimento, ingredientes, orçamento menor e mudanças na prescrição ajudam a agravar o problema.
  • Grupos como a Associação Nacional de Farmácias (NPA) e a Royal College of General Practitioners defendem criação de mecanismo central de distribuição e maior cooperação entre fabricantes, atacadistas e clínicos para solucionar as faltas.

O NHS enfrenta uma das fases mais graves de desabastecimento de medicamentos já registradas, segundo a Associação Nacional de Farmácias (NPA) e o Royal College of GPs. Estão afetados analgésicos comuns, medicamento para epilepsia e terapia de reposição hormonal (HRT), além de impactos em pacientes com sistemas digestivos comprometidos.

O problema se arrasta há anos e tem levado rotinas de pacientes a limites. A NPA alerta sobre riscos à segurança do paciente com quedas na disponibilidade de fármacos essenciais, enquanto o Colégio de GPs destaca atrasos no tratamento e mudanças frequentes de prescrição.

Entre os remédios em crise estão Estradot, HRT para menopausa, e Creon, enzima digestiva para pessoas com câncer de pâncreas ou fibrose cística. Ambos registraram protocolos de escassez de longo prazo, estendidos recentemente pelo NHS até 10 de julho.

Farmácias relatam racionamento de tratamentos comuns, como Ramipril, para pressão alta, além de analgésicos de venda comum. A cadeia de suprimentos tem se tornado mais volátil, agravada pela guerra no Médio Oriente, segundo a NPA.

Especialistas apontam que a falta de ingredientes, interrupções de fabricação, orçamento menor do NHS em comparação a outros países da UE e mudanças nos hábitos de prescrição contribuem para o cenário. Em alguns casos, o preço de remédios como paracetamol e cetirizina subiu.

A NPA representa cerca de 6 mil farmácias independentes no Reino Unido e defende a formação de um grupo de trabalho urgente com fabricantes, atacadistas e clínicos para enfrentar as ocorrências. Mais de 1 mil médicos e farmacêuticos devem se reunir, em Birmingham, neste fim de semana, para discutir informações sobre medicamentos.

Bryony Thomas, sobrevivente de câncer de pâncreas, descreve como a Creon precisa manter por toda a vida para digestão adequada. Ela relata que enfrentou meses sem o medicamento e que chegou a reduzir a alimentação para gerenciar o fornecimento, chegando a situações de desespero.

O NHS afirmou que a grande maioria dos medicamentos licenciados no Reino Unido está em bom fornecimento e que as farmácias devem ter disponibilidade de receitas. O governo diz estar investindo na indústria farmacêutica britânica para fortalecer a produção local.

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