- Estudos epidemiológicos associam o uso de DIU hormonal a um aumento relativo do risco de câncer de mama, mas o aumento absoluto é baixo e deve ser analisado junto a outros fatores.
- Dados de Dinamarca (estudo de 2024, mais de 150 mil mulheres) mostraram aumento relativo de 40% no risco entre usuárias; pesquisa sul-coreana de 2025 apontou 38% a mais em mulheres de 30 a 49 anos com condições que poderiam se beneficiar do levonorgestrel.
- Especialistas ressaltam cautela na interpretação: o risco relativo é pequeno e similar a fatores como obesidade e uso de pílula anticoncepcional; o risco absoluto permanece baixo.
- O DIU hormonal oferece alta eficácia e duração longa (3 a 5 anos) e também pode reduzir o risco de câncer de endométrio; já o DIU de cobre tem eficácia semelhante, com duração de até 10 anos.
- A decisão deve considerar benefícios e contraindicações, como histórico oncológico; orientação médica é essencial para compreender possíveis riscos e alternativas.
O DIU hormonal é alvo de estudos que investigam uma possível relação com o câncer de mama. Pesquisas epidemiológicas apontam aumento relativo do risco, mas os especialistas destacam que o efeito é pequeno e deve ser avaliado junto a outros fatores. A interpretação exige cautela.
Estudo dinamarquês de 2024, com mais de 150 mil mulheres, metade usuárias, encontrou aumento relativo de 40% no risco. Pesquisa sul-coreana de 2025 acompanhou mulheres de 30 a 49 anos e mostrou aumento de 38% entre usuárias do DIU hormonal. Os resultados variam conforme desenho do estudo.
Apesar dos números, o aumento absoluto do risco é baixo e similar a fatores como obesidade, uso de pílula anticoncepcional e consumo de álcool. Especialistas ressaltam que não há causalidade comprovada e que o risco precisa ser entendido no contexto individual de cada paciente.
A escolha pelo DIU envolve avaliar benefícios e limitações. O método é de alta eficácia e longa duração, com menos de 1% de falha. No Brasil, o uso é relativamente baixo, e o acesso pelo sistema público pode ser limitado, influenciando as taxas de adesão.
Fatores de risco e interpretação
Estudos indicam que hormônios sexuais têm papel na proliferação mamária, mas fatores como idade de menarca, menopausa tardia e histórico familiar também influenciam o risco. O consumo de álcool e a obesidade são outros elementos relevantes no conjunto de fatores.
Especialistas ressaltam que o risco relativo observado não deve levar a conclusões precipitadas. O impacto absoluto é pequeno, e mudanças no estilo de vida costumam ter efeito significativo na prevenção. Pacientes devem buscar orientação médica individualizada.
Benefícios e considerações clínicas
O DIU hormonal também reduz o espessamento do endométrio e pode evitar cirurgias uterinas. Além da contracepção, ele é utilizado para sangramento uterino aumentado, com bom perfil de eficácia. Pessoas com histórico de câncer de mama costumam ser orientadas a considerar outras opções.
A decisão deve considerar o objetivo da paciente, o histórico oncológico e as contraindicações. O DIU hormonal é contra-indicado para quem já teve câncer de mama, devido a efeitos sistêmicos potenciais. A orientação médica é essencial para esclarecer dúvidas sobre efeitos adversos.
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