- A ex-profissional de saúde de um hospital privado em Londres recebeu uma advertência formal do Office of the Information Commissioner (ICO) por uso indevido de prontuários médicos da Princesa de Gales e por oferecer divulgá-los mediante pagamento.
- O ICO abriu uma investigação criminal sobre a obtenção e divulgação não autorizadas de informações médicas a terceiros, após o London Clinic ter relatado a violação em março de 2024.
- Segundo o ICO, houve uso deliberado de informações sensíveis e uma proposta de divulgação para ganho financeiro, configurando violação de confiança.
- A Princesa de Gales permaneceu hospitalizada no London Clinic por quase duas semanas após cirurgia abdominal planejada em janeiro de 2024; em março seguinte, foi anunciada a detecção de câncer em testes pós-operatórios.
- O London Clinic afirmou não haver falhas regulatórias por parte do hospital, destacando que não houve violações de regulação e ressaltando o bom padrão de atendimento e discrição.
A Information Commissioner’s Office (ICO) informou que um ex-colaborador de saúde de um hospital privado em Londres foi formalmente advertido por uso indevido de registros médicos privados da Princesa de Wales. O caso envolve a oferta de divulgar informações mediante pagamento.
O inquérito, iniciado após a London Clinic comunicar uma violação em março de 2024, apura obtenção e divulgação ilegal de dados médicos a terceiros sem o consentimento do controlador de dados. Pelo menos uma pessoa tentou acessar as notas de Catherine durante a internação.
A Princesa Catherine passou quase duas semanas no hospital privado após uma cirurgia abdominal planejada em janeiro de 2024. Em fevereiro, testes pós-operatórios indicaram a presença de câncer. A ICO avaliou o episódio e emitiu a advertência formal ao profissional de saúde.
Contexto e decisões da ICO
A ICO informou que, após avaliação, a advertência foi considerada a resposta apropriada e proporcional. Não foram identificadas falhas organizacionais que justificassem uma sanção regulatória ao hospital.
Ian Hulme, diretor executivo de supervisão regulatória da ICO, ressaltou a importância da confiança na proteção de dados. Ele afirmou que a violação pode levar a ações criminais, quando cabíveis.
Uma porta-voz da London Clinic afirmou orgulho no padrão de atendimento e discrição aos pacientes. A instituição disse ter colaborado com a ICO e que não houve falhas regulatórias por parte do hospital.
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