- Nova York vai exigir que plataformas de mídia social com rolagem infinita, reprodução automática e feeds algorítmicos exibam avisos sobre potenciais danos à saúde mental de jovens.
- A lei se aplica a condutas ocorridas em território de Nova York; acessar a plataforma fora do estado não entra na obrigação.
- A governadora Kathy Hochul anunciou o projeto, que permite ao procurador-geral processar e buscar multas civis de até US$ 5.000 por violação.
- A iniciativa coloca Nova York ao lado de Califórnia e Minnesota, que já adotaram regras semelhantes, e ocorre após a Austrália proibir redes para menores de 16 anos.
- Representantes de TikTok, Snap, Meta e Alphabet não comentaram.
Nova York vai exigir que redes sociais com rolagem infinita e reprodução automática exibam avisos sobre saúde mental. A governadora Kathy Hochul anunciou a iniciativa nesta sexta-feira, dizendo que a lei visa proteger jovens usuários. O foco está em plataformas com feeds algorítmicos.
A legislação determina que rótulos de advertência expliquem os riscos à saúde mental. A regra se aplica a condutas que ocorram parcial ou totalmente em Nova York, sem abranger acessos de usuários fora do estado. Plataformas incluem feeds “viciantes” e conteúdos com rolagem contínua.
A proposta prevê ações legais do procurador-geral do estado. Em violação, podem ser aplicadas penalidades civis de até US$ 5.000 por infração. Hochul comparou os avisos a advertências de tabaco e de embalagens plásticas.
Nova York se soma a Califórnia e Minnesota, que já têm leis semelhantes. A Austrália, neste mês, proibiu redes sociais para menores de 16 anos, reforçando o debate sobre proteção de menores online. O estado americano enfatiza responsabilidade das plataformas.
Representantes de TikTok, Snap, Meta e Alphabet não comentaram o assunto. A lei não exige mudanças rápidas, mas prevê cumprimento dentro de um prazo a ser definido pela Assembleia e pelo Senado estaduais.
A governadora afirmou que a medida busca reduzir impactos do uso excessivo de redes sociais na juventude. O texto destaca a necessidade de avisos claros antes de conteúdos com potencial de dano.
O anúncio ocorre em meio a um movimento de maior regulação de plataformas digitais. O objetivo é informar usuários sobre riscos e incentivar consumo mais consciente entre jovens em idade escolar.
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