- O inquérito sobre a morte do adolescente indígena Mark Haines, em Tamworth, NSW, há quase quarenta anos, foi considerado prejudicado por racismo e por falhas profundas na investigação desde o início.
- Mark, de 17 anos, foi encontrado na manhã de 16 de janeiro de 1988 sobre trilhos de uma linha férrea, próximo a um Holden Torana roubado; a autópsia apontou trauma craniano como causa da morte.
- A vice-coroner, Harriet Grahame, disse que a investigação inicial foi superficial e inadequada, e que o corpo foi movido rapidamente sem os testes forenses no carro e na locomotiva.
- Ela descartou como rumor a teoria de envolvimento do boxeador local Eddie Davis, sugerindo que o amigo próximo de Mark, Glenn Mannion, pode saber mais sobre o que aconteceu naquela noite.
- A recomendação é reinscrever o caso na unidade de homicídios não solucionados da polícia de NSW para nova apuração, incluindo análise de DNA de um isqueiro encontrado próximo aos trilhos; há uma recompensa de 1 milhão de dólares em vigor.
O inquérito policial sobre a morte do adolescente indígena Mark Haines, em Tamworth, NSW, nos arredores de uma década, foi considerado profundamente falho por uma coroner. A conclusão aponta que o racismo afetou a investigação desde o início.
O corpo de Mark, de 17 anos, foi encontrado em 16 de janeiro de 1988, em trilhos de trem na linha férrea perto de Tamworth. Um Holden Torana roubado foi localizado próximo ao local, com o veículo acidentado. A polícia inicialmente classificou o caso como suicídio, e a autópsia apontou traumatismo craniano como causa da morte.
A coroner Harriet Grahame afirmou que a investigação inicial foi superficial, inadequada e permeada por racismo enraizado na região. A conclusão não aceitou a hipótese de suicídio, destacando que uma toalha foi colocada sob a cabeça de Mark e que o veículo e a cena não receberam análises forenses completas. A hipótese de envolvimento de Eddie Davis foi considerada rumor não comprovado; o amigo próximo de Mark, Glenn Mannion, possivelmente tem mais informações, segundo a perícia. A recomendação é encaminhar o caso para a unidade de homicídios não solucionados da NSW Police, com possível análise de DNA de um isqueiro encontrado perto dos trilhos; há uma recompensa de U$ 1 milhão por informações.
Desdobramentos
A família de Mark reagiu publicamente aos avanços, com a irmã Lorna Haines descrevendo a dor de anos sem respostas. O tio Don Craigie afirmou que Mark não poderia ter morrido sozinho e manteve a busca por justiça ao longo de décadas. A coroner enfatizou que alguns envolvidos não deram informações, caracterizando o episódio como suspeito.
O relatório oficial reforçou a necessidade de novas investigações, destacando a possibilidade de sinais de que a verdade não foi revelada na época. A recomendação de reabertura envolve reanálise de provas, incluindo DNA, e a continuidade da busca por esclarecimentos. A família permanece esperançosa por desfecho mais completo.
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