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Moro rebate críticas de Gilmar Mendes à Lava Jato e chama de ladainha

Moro rebate críticas de Gilmar Mendes à Lava Jato e celebra a manutenção de prisões no caso Master, defendendo a legalidade das ações

Ministro do STF afirmou que práticas da Lava Jato cometeram "efeitos altamente danosos" nas investigações. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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  • O senador Sergio Moro rebateu críticas de Gilmar Mendes à Lava Jato, chamando-as de “ladainha”.
  • O STF manteve as prisões de Henrique Moura Vorcaro e Felipe Cançado, ligadas ao filho do empresário Daniel Vorcaro.
  • Gilmar Mendes disse que a prisão preventiva pode servir de pressão para obter delações, o que compromete a voluntariedade.
  • O ministro classificou as práticas da Lava Jato como excessos, com um ambiente de punici­vismo e de atuação autoritária.
  • O relator André Mendonça votou pela manutenção das prisões e afastou a ideia de comparar o caso à Lava Jato; o julgamento, devolvido após vista de Mendes, confirmou as medidas cautelares.

O senador Sergio Moro (PL-PR) rebateu as críticas de Gilmar Mendes sobre as práticas da Operação Lava Jato durante o julgamento da Segunda Turma do STF, realizado na terça-feira (16). O STF manteve as prisões de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, e do primo dele, Felipe Cançado. A sessão foi realizada em Brasília.

Mendes argumentou que a prisão preventiva pode servir como instrumento de pressão para acordos de delação premiada e que a voluntariedade das colaboração seria comprometida em ambientes de constrangimento. Além disso, classificou as ações da Lava Jato como excessos cometidos durante as investigações.

O relator do caso, André Mendonça, votou pela manutenção das prisões e rejeitou a comparação com a Lava Jato. Ele afirmou que a sessão não visava julgar a Lava Jato, mas tratar de acusações que vão além de crimes financeiros, citando indícios de atuação organizada e violenta entre os investigados.

Moro elogiou os votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques que sustentaram as prisões preventivas de Henrique Moura e Felipe Cançado, afirmando que os ministros defenderam a integridade do processo e não aderiram a narrativas que, na visão dele, distorcem a investigação.

A análise de recursos havia sido interrompida em maio, após pedido de vista de Gilmar Mendes. Com a devolução do processo à Segunda Turma, o caso foi retomado e os magistrados concluíram pela confirmação das medidas cautelares impostas aos investigados.

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