- A defesa de Jair Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente pediu ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional para consertar uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome; a arma foi apreendida em blitz da Polícia Militar em Brasília, no dia 15 de junho, e o Craf não estava no veículo.
- Segundo a defesa, a própria equipe de segurança de Bolsonaro deixou a arma inoperante para evitar riscos, devido a medicações psiquiátricas que ele tomava e que teriam influenciado a cognição.
- Moraes determinou 24 horas para a defesa e para a Polícia Militar do Distrito Federal prestarem esclarecimentos sobre a apreensão, incluindo por que a arma ficou em casa durante a prisão domiciliar.
- A arma foi apurada pela Polícia Civil do DF; o veículo era dirigido por um militar do GSI cedido à Casa Civil para a segurança de Bolsonaro, que afirmou que a pistola seria devolvida após o conserto.
- A Polícia Militar informou sobre a apreensão de uma segunda arma no interior do veículo durante a abordagem; o GSI declarou que não realiza a segurança de ex-presidentes e que os servidores são de livre indicação, com atuação conforme leis e decretos.
A defesa de Jair Bolsonaro confirmou ao STF que o ex-presidente pediu a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar uma pistola 9mm registrada em seu nome. A arma foi apreendida em uma blitz da Polícia Civil, em Brasília, na segunda-feira (15). O veículo era dirigido por um militar do GSI, cedido à Casa Civil para a segurança de Bolsonaro.
Segundo a defesa, a arma já estava inoperante por decisão da própria equipe de segurança, que retirou o percussor para reduzir riscos, dada a condição de saúde mental de Bolsonaro. A atuação ocorreu sem o conhecimento direto do ex-presidente, conforme o documento apresentado ao STF.
A pistola apreendida é uma Glock 9mm, conforme registro consultado pelo Exército. Mesmo com documentação regular, o CRAF não estava no veículo, o que levou à apreensão pela Polícia Civil no âmbito de investigação em curso no DF. A defesa afirma que a arma deveria ser devolvida ao ex-presidente após os reparos.
#### Contexto e participação
O ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro e a PM do DF prestem explicações em 24 horas sobre a posse da arma em casa durante a prisão domiciliar. Moraes questiona por que o armamento estava na residência e por que houve o pedido de conserto, sem indicar sanções.
O militar Estácio Leite da Silva Filho, identificado como condutor do veículo, prestou depoimento e foi liberado. Ele afirmou que a arma seria devolvida após o reparo. A polícia informou que o aparelho celular dos agentes do GSI fica em depósito, não entrando na residência.
#### Reação das instituições
O GSI afirmou que não presta segurança de ex-presidentes, incluindo Bolsonaro, e que os condutores são de livre indicação do ex-presidente. A pasta ressaltou que servidores com atuação na segurança dos ex-chefes da República não são vinculados hierarquicamente ao GSI, conforme normas legais.
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