- Um tribunal tailandês condenou à morte dois homens Uyghur, Adem Karadag e Yusufu Mieraili, pelo atentado de 2015 no centro de Bangkok, no Santuário Erawan, que tirou a vida de 20 pessoas e deixou 120 feridos.
- A corte informou que as ações dos réus configuram múltiplos delitos, incluindo homicídio premeditado que leva à pena de morte.
- Os condenados negaram as acusações e vão recorrer da sentença; os advogados destacaram que há outras instâncias e solicitaram prazo para apelar, que deve ser dentro de um mês.
- O caso levou mais de dez anos para chegar ao julgamento, com a polícia reunindo depoimentos de centenas de testemunhas e dificuldades para encontrar intérprete.
- Não houve responsabilidade atribuída a um grupo específico; especialistas apontam possível retaliação pela deportação de mais de 100 Uyghurs da Tailândia no mês anterior. A China disse apoiar o veredicto.
Dois homens uigureano foram condenados à pena de morte em uma corte tailandesa pela explosão de 2015 no centro de Bangkok, no Erawan Shrine. O ataque deixou 20 mortos e 120 feridos. A sentença foi anunciada nesta semana pela Justiça de Bangkok.
Adem Karadag e Yusufu Mieraili foram considerados culpados por múltiplos crimes, incluindo homicídio premeditado. Os advogados dos réus anunciaram que vão recorrer da decisão, com a defesa afirmando que ainda há outras instâncias judiciais pela frente.
Os réus negaram as acusações durante o processo, que durou mais de uma década. O tribunal citou a gravidade dos atos ao aplicar a pena máxima, prevista pela legislação local para crimes como assassinato premeditado.
Processo e recursos
A defesa informou que pretende pedir extensão para o prazo de apelação, que deve ser apresentado em até um mês após a sentença. Chamroen Panompakakorn, um dos advogados, indicou que o caso será levado a outras cortes.
A investigação envolveu centenas de testemunhas e enfrentou dificuldades para encontrar intérpretes adequados. Ainda não houve responsabilidade de nenhum grupo pelo ataque.
Contexto internacional
Não houve responsabilidade atribuída a um grupo específico, mas especialistas apontaram, na época, que o atentado poderia ter sido uma retaliação às deportações de uigures ocorridas na região. O governo chinês pediu que o veredito seja considerado, destacando a gravidade do crime.
O Ministério das Relações Exteriores da China comentou que apoia a decisão judicial tailandesa, destacando a condenação como resposta a atos hediondos. Em 2025, a Tailândia deportou mais uigures para a China, gerando críticas de especialistas de direitos humanos.
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