- TSE adiou a decisão sobre a liminar que suspendeu a pesquisa do AtlasIntel que ligava Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro; julgamento foi na noite de terça-feira, 9.
- A pausa ocorreu por pedido de vista da ministra Estela Aranha; o presidente do TSE, Nunes Marques, defendeu manter a liminar para não prejudicar a espontaneidade das respostas.
- O ministro Dias Toffoli disse que pesquisas devem ser liberadas e cabe ao eleitor avaliar os dados; André Mendonça afirmou que institutos devem ser cooperadores da imparcialidade.
- O tribunal autorizou sustentações orais das defesas por cinco minutos cada; o PL afirmou que AtlasIntel manipulou a opinião com estímulos negativos.
- AtlasIntel afirma que o questionário mede percepção sobre fatos públicos; a pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio de 2026, com margem de erro de 1 ponto e 95% de confiança (registro BR-06939/2026).
O Tribunal Superior Eleitoral adiou, na noite de terça-feira (9), a decisão sobre a liminar que suspendeu a pesquisa do AtlasIntel BR-06939/2026. A sondagem associava Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A suspensão ocorreu após pedido de vista da ministra Estela Aranha. O relator, Nunes Marques, defendeu manter a liminar, afirmando que alguns quesitos poderiam comprometer a espontaneidade das respostas. O julgamento continua em aberto.
A pauta incluiu sustentações orais autorizadas, com cinco minutos para cada parte. Advogada do PL destacou a necessidade de pesquisas confiáveis, enquanto o representante da AtlasIntel rebateu a acusação de violar a lei eleitoral, defendendo a autonomia metodológica.
Contexto da pesquisa AtlasIntel
A AtlasIntel informou que as perguntas focaram em percepções sobre fatos públicos divulgados pela imprensa, com a coleta ocorrendo entre 13 e 18 de maio de 2026. Ao todo, foram ouvidas 5.032 pessoas por formulário eletrônico, com margem de erro de 1 ponto percentuais e 95% de confiança.
Áudio atribuído a Flávio Bolsonaro
O material atribuído a Flávio envolve mensagens atribuídas a Vorcaro sobre financiamento de um filme, divulgadas pelo The Intercept Brasil. O áudio foi apresentado como item de avaliação no questionário, após perguntas sobre intenção de voto.
Posição dos atores
O PL afirma que o estudo manipulou a opinião, enquanto a AtlasIntel sustenta que a entrevista pesquisou percepções públicas sem indução indevida. A defesa da empresa ressalta que o áudio foi apresentado apenas no final do questionário.
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