- O estado de Novaa Gales do Sul admitiu que um policial deu um soco no olho de Hannah Thomas durante um protesto pró-Palestina e que isso configurou agressão, além de prender injustamente a manifestante.
- O governo também ofereceu pagar as despesas médicas relacionadas aos ferimentos no olho.
- A defesa do estado reconheceu a agressão como “battery” e admite danos materiais, mas negou pedidos de indenização por danos morais agravados ou excecionais.
- Thomas ajuizou ação civil na Suprema Corte de Nova Gales do Sul em outubro; o estado mantém que a atuação policial foi necessária e dentro da lei, apesar das acusações de falsa imputação e má conduta pública terem sido negadas.
- Provações envolvem que a polícia já retirou algumas acusações contra Thomas e que o caso civil tem próxima audiência programada para o início de setembro; o policial envolvido enfrenta procedimento criminal separado, com audiência marcada para fevereiro.
O governo de New South Wales reconheceu que uma policial golpeou o olho de Hannah Thomas com uma tocha acesa durante um protesto pró-Palestina em Sydney, em junho de 2025. A acusação foi apresentada em defesa de uma ação civil movida pela ex-candidata do Greens, aberta em outubro. O estado admitiu cárcere privado e agressão, e ofereceu custear despesas médicas.
Thomas já havia sido presa e responsabilizada por resistência e desobediência em protesto que reuniu cerca de 60 pessoas. Três meses depois, o Ministério Público de NSW retirou todas as imputações contra ela e outros quatro manifestantes. A jovem, hoje com 36 anos, passou por cirurgia após o ataque.
Segundo os autos, a agressão ocorreu quando o policial Davies teria desferido soco no olho da autora enquanto segurava a tocha. O estado também admite que houve agressão e danos gerais decorrentes do golpe, além de outras ações de oficiais durante a remoção de Thomas.
Admissões formais pelo estado
O estado admite que Davies agiu com força excessiva, caracterizando a agressão, e reconhece danos resultantes. A defesa também reconhece que outra intervention ocorreu quando a policial Pir Ali Noohpoto agarrou a vítima, levando a novas lesões.
Desdobramentos processuais e internos
O estado afirma que o uso de força teve como objetivo impedir a quebra de paz, sendo considerado válido e em defesa própria. A parte autora sustenta que houve agravantes de conduta, com pedidos de danos punitivos, rejeitados pela defesa.
Situação do caso e próximos passos
Davis enfrenta um possível processo criminal pela agressão grave, com audiência marcada para fevereiro, após ele se declarar não culpado. A próxima ação civil estava prevista para ocorrer no início de setembro, conforme os termos do litígio.
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