Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Moraes libera ação contra Eduardo Bolsonaro após DPU apontar parcialidade

Moraes libera julgamento presencial de ação contra Eduardo Bolsonaro; DPU alega parcialidade e violação ao direito de defesa

Ex-deputado não prestou depoimento nem indicou advogados. DPU contesta trâmites e defende liberdade de expressão. (Foto: Zoltan Balogh/EFE)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Alexandre de Moraes liberou para julgamento presencial na Primeira Turma a ação penal em que a PGR acusa Eduardo Bolsonaro de articular junto ao governo americano sanções contra autoridades brasileiras.
  • A movimentação foi incluída nos autos nesta quarta-feira, e cabe ao presidente da turma marcar o julgamento.
  • A PGR acusa Eduardo de coação no curso do processo, embaraço à investigação de organização criminosa e possível tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
  • A DPU alegou parcialidade de Moraes, afirmando que o ministro, por ter sido vítima da Magnitsky, não poderia julgar o caso, e contestou a forma de citação de Eduardo.
  • No mérito, a DPU sustenta que não houve provas de condutas ilegais ou dolo para caracterizar coação ou abolição violenta, além de defender que a liberdade de expressão de Eduardo não pode ser enquadrada como crime.

O ministro do STF Alexandre de Moraes liberou para julgamento presencial na Primeira Turma uma ação penal em que a PGR acusa Eduardo Bolsonaro de articular junto ao governo americano sanções contra autoridades brasileiras. O despacho aconteceu nesta quarta-feira (3). Cabe ao presidente da Turma, Flávio Dino, marcar o julgamento.

A PGR acusa Eduardo de coação no curso do processo, embaraço à investigação de organização criminosa e possível tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O processo tramita no STF e envolve supostas ações para pressionar o governo de fora do país.

DPU alega parcialidade de Moraes

A Defensoria Pública da União sustenta que Moraes não pode julgar o caso, por ter sido vítima direta da Lei Magnitsky. O argumento é de que o magistrado não poderia atuar como relator nem votar. O documento afirma que o julgador é a principal vítima das condutas sob investigação.

Forma de citação e domicílio apontadas pela DPU

A DPU contesta a decisão de Moraes de citar Eduardo por edital, em vez de carta rogatória. Alega que a lei prevê o uso de edital apenas em casos excepcionais, e que a residência no exterior não pode ser tratada como domicílio para fins de citação. Defende que o domicílio atual deve ser considerado.

A defesa também contesta a previsão de suspensão de prazos processuais caso o réu não compareça. Alega violação de direitos de defesa e aponta que a norma não exige interpretação subjetiva de residência temporária para fins de citação.

Mérito e contexto político

Sobre o mérito, a DPU sustenta que não houve provas de ameaças ou condutas ilegais nas tratativas com o governo norte‑americano, nem dolo para coação ou para a abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Argumenta que as falas de Eduardo estariam protegidas pela liberdade de expressão.

A defesa questiona a atuação de Eduardo como influenciador na política externa, alegando que o parlamentar pode discutir temas relevantes sem coagir magistrados. Ressalta que o debate público sobre a atuação judicial é parte essencial da democracia.

Conexões políticas e desdobramentos

Moraes chegou a integrar potencialmente a lista de sancionados da Lei Magnitsky, mas as sanções foram retiradas após negociação entre Lula e Donald Trump. O caso também tem desdobramentos políticos, com acusações de uso seletivo de mecanismos judiciais. O julgamento ainda aguarda a definição do presidente da Turma.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais