- O juiz Gregory Carro manteve audiência de evidência de supressão de provas no caso de Luigi Mangione em Nova York, com o procedimento selado a pedido da defesa.
- A audiência ocorreu na véspera de o julgamento estadual de Mangione, marcado para oito de setembro, e ele também enfrenta um processo federal relacionado ao mesmo caso.
- A imprensa e organizações de mídia contestaram o segredo e pediram oportunidade para se manifestar contra o selamento.
- A sessão virtual começou por volta de nove horas e trinta minutos; Carro adiou o caso para dezoito de junho, mantendo a presença do réu e da promotoria.
- O magistrado não explicou o motivo do selamento e não permitiu que a imprensa se manifestasse após suas declarações, apesar de precedentes que garantem o direito de oposição ao selamento.
Luigi Mangione teve uma audiência de supressão de provas no estado de Nova York mantida sob ocultação nesta quarta-feira, apesar de objeções da imprensa. O juiz Gregory Carro autorizou o segredo do processo à pedido da defesa, sem ouvir os veículos de imprensa previamente.
A defesa de Mangione e os promotores devem retornar aos autos em 16 de junho, quando a audiência física está marcada. O caso envolve a morte de Brian Thompson, executivo de saúde, em uma rua de Manhattan, no final de 2024. Mangione nega as acusações em dois juízos distintos.
Mangione enfrenta julgamento no estado pelos tiros que teriam ceifado a vida de Thompson; há também um processo federal relacionado ao mesmo crime. O julgamento estadual está agendado para 8 de setembro em Nova York. A polícia abriu uma grande manhunt na ocasião.
O episódio provocou forte repercussão pública sobre práticas do setor de saúde com fins lucrativos nos Estados Unidos. Mangione já está preso ou sob custódia desde as primeiras investigações, conforme os autos processuais.
Contexto do segredo
Em resposta a perguntas de veículos de imprensa sobre o acesso à audiência virtual, a administração do tribunal estadual de Nova York informou que o encontro seria selado. A comunicação ocorreu às 13h18 de terça-feira, com menos de 24 horas de antecedência.
A imprensa, que objetava o segredo, pediu oportunidade de contestar a medida antes da audiência. Os advogados de diversos veículos e ao menos um repórter encaminharam cartas para apresentar objeções, conforme registram os autos.
Entre na conversa da comunidade