- Beto Louco fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público da Bahia.
- O acordo está ligado à operação Khalas, deflagrada pelo MP-BA para investigar um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis.
- Segundo o MP-BA, o esquema causou prejuízo de cerca de R$ 400 milhões com sonegação de impostos e 111 milhões de litros de combustíveis adulterados.
- Beto Louco delatou sonegação fiscal e pagamento de propina por empresários a integrantes da Secretaria da Fazenda da Bahia; Olavo Oliva e Cyro Valentini estão entre os delatados.
- A Dax Oil, empresa de Cyro Valentini, foi identificada como fornecedora da Copape; o esquema envolvia importar gasolina como nafta e adulterá-la para distribuição. A negociação foi conduzida pelo advogado Guilherme San Juan.
Beto Louco, alvo da operação Carbono Oculto deflagrada em São Paulo, fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público da Bahia. O acordo foi firmado após a participação dele em investigações que chegaram à Bahia e ao setor de combustíveis. A delação aconteceu durante a implementação da operação Khalas, na Bahia, na quinta-feira.
As informações fornecidas por Beto Louco foram utilizadas para embasar a Khalas, que apura um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor. O MP-BA aponta um prejuízo de cerca de R$ 400 milhões com sonegação fiscal e estima que ~111 milhões de litros de combustíveis tenham sido adulterados.
Segundo o Ministério Público da Bahia, o relato envolve sonegação fiscal e pagamento de propina a integrantes da Secretaria da Fazenda. Entre os delatados estão Olavo Oliva, auditor fiscal da Coordenação de Petróleo e Combustíveis, e Cyro Valentini, empresário dono da Dax Oil, com atuação na Bahia. O esquema teria importado gasolina como se fosse nafta, para pagar impostos menores, e, uma vez importado, desviava-se o produto para a etapa de adulteração antes da distribuição. A Dax Oil foi identificada, na Operação Carbono Oculto, como fornecedora da Copape, empresa com atuação ligada a Beto Louco em São Paulo.
A negociação do acordo foi conduzida pelo advogado Guilherme San Juan. Defesas não responderam aos contatos até o momento.
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