Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aluno processa Universidade de Michigan por vigilância ligada a protestos em Gaza

Ação federal acusa a Universidade de Michigan de vigilância em massa contra estudante por protestos; pleiteia indenização e responsabilização de investigadores

Pro-Palestinian students protest at an encampment on the campus of the University of Michigan in Ann Arbor, Michigan, on 28 April 2024.
0:00
Carregando...
0:00
  • Uma ação federal envolve a University of Michigan, acusando a instituição de violar direitos constitucionais ao orchestrate uma vigilância secreta contra Josiah Walker por protestos contra a guerra em Gaza.
  • O processo afirma que a universidade e investigadores privados falsificaram relatórios policiais, rastrearam e intimidaram Walker, apreenderam bens e promoveram acusações maliciosas entre 2024 e 2025, causando trauma psicológico.
  • O material aponta que investigadores acompanharam Walker dentro e fora do campus, gravaram conversas e chegaram a ameaçá-lo; houve incidentes envolvendo um carro que quase o atingiu.
  • Em interações filmadas, um investigador disfarçado simulou deficiência e não verificado acusou Walker de tentativa de assalto; a universidade demitiu a empresa de investigação e pediu desculpas por parte das ações.
  • O documento sustenta violações de liberdade de expressão, privacidade e devido processo, incluindo acesso não autorizado à conta de Google e e-mails, e envolve ainda alegações de prisões injustas relacionadas a incidentes de 2024.

Um estudante da Universidade de Michigan processa a instituição, alegando violação de direitos constitucionais por meio de uma operação de vigilância secreta contra ele, em retaliação a um protesto contra a guerra de Israel em Gaza. A ação foi protocolada em tribunal federal por Cair-MI e por Josiah Walker, líder do Safe (Students Allied For Freedom and Equality) e voluntário na capelania muçulmana do campus, em 2024 e 2025.

Segundo a queixa, a universidade e investigadores privados teriam conspiração para intimidar, aterrorizar e retaliar Walker. O processo afirma que relatórios de polícia teriam sido forjados, documentos manipulados, vigília ilegal efetuada, bens apreendidos de forma irregular e ações de processamento mal-intencionadas, gerando trauma psicológico ao fatual ativista.

A documentação cita que Walker alterou drasticamente seu cotidiano, vivenciando estado de alerta constante. A denúncia descreve a campanha como “alvo constante” e afirma que a pressão ocorreu dentro e fora do campus, com impactos em estudos e atividades cotidianas.

Walker participa de grupos pró-palestina e trabalha em atividades associadas ao movimento estudantil. A ação aponta que a vigilância envolveu dezenas de investigadores, contratados pela universidade para monitorar alunos favoráveis a Gaza.

Caso e histórico de incidentes

A reportagem do Guardian, publicada em junho de 2025, revelou que a U Minnesota contratou investigadores para acompanhar estudantes pró-Palestina, filmando e ouvindo conversas, com relatos de ameaças feitas por alguns investigadores. Em um episódio, um investigador fingiu deficiência e acusou Walker de tentativa de roubo.

Pouco tempo após a divulgação, a universidade demitiu uma empresa de investigação privada e pediu desculpas por parte de ações de alguns investigadores. O processo cita ainda gravações de câmera corporal que, segundo a ação, mostram autoridades planejando prisões de Walker por violação de direitos, mesmo quando ele não cometia infrações.

O caso de Walker envolve acusações de violação de direito à liberdade de expressão, direito à privacidade e devido processo, com alegações de que investigadores teriam acessado contas de Google Drive e e-mails sem autorização, baseados em relatórios falsos.

Supostas irregularidades com a polícia e desdobramentos

A queixa descreve pressão de autoridades para que Walker não enfrentasse consequências ao recuperar itens religiosos apreendidos após um acampamento pró-Gaza, em maio de 2024. Alega-se que um relatório de invasão de propriedade foi manipulado e que o relatório de trespasse foi forjado.

A ação também relata que, em setembro de 2024, durante um festival no campus, Walker foi detido após confrontos com a polícia. A denúncia sustenta que houve planejamento para prender o ativista sem base adequada, resultando em prisão e detenção na cadeia distrital.

A defesa municipal é citada como tendo respostas contraditórias sobre as acusações de resistência e trespasse, com o governador da terceira instância sendo alvo de críticas sobre viés percebido em investigações ligadas à gestão universitária.

Pedido do processo e contexto institucional

A ação busca reparação financeira e medidas punitivas contra a universidade e as empresas de investigação. Os autores afirmam que o conjunto de ações configura violação de direitos civis amparados pela primeira, quarta e 14ª emendas, amplamente desproporcional e direcionado.

A queixa sustenta que a Universidade de Michigan não teria utilizado táticas semelhantes contra movimentos de protesto de outras causas, sugerindo um tratamento diferenciado a favor de determinados grupos. O processo cita ainda que informações sensíveis, incluindo dados pessoais e materiais jurídicos, teriam sido obtidas de forma irregular.

A universidade contestou em nota não publicada, destacando que investigará de forma abrangente as alegações e tomará as medidas cabíveis para esclarecer os acontecimentos, sem comentar detalhes do processo. As partes devem seguir em tribunal nos próximos meses.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais