- Isla Bell, de 19 anos, teve o corpo encontrado há 18 meses em um depósito de Melbourne; a família a descreve como uma jovem amorosa e corajosa.
- Famílias, amigos e apoiadores realizaram protesto à frente da biblioteca estatal de Vitória contra a retirada da acusação de homicídio qualificado contra o suspeito.
- Marat Ganiev, de 55 anos, foi inicialmente acusado de assassinato em outubro de 2024; a acusação foi rebaixada para homicide por imprudência e, nesta semana, retirada por falta de provas para o julgamento.
- Com a retirada, Ganiev passou a ser acusado de tentar obstruir a justiça, o que tem causado indignação à família de Bell e motivado cobranças por mudanças no sistema de proteção às vítimas.
- A família de Bell pediu ações para enfrentar a violência contra mulheres e criticou falhas no sistema, com a mãe manifestando a esperança de justiça e mudanças culturais.
Isla Bell, de 19 anos, foi encontrada morta há 18 meses em um aterro de Melbourne. Hoje, amigos e familiares exigem justiça após a queda da acusação de homicídio contra o suspeito. A vítima era lembrada como alguém gentil, corajosa e de fibra verde; sua memória mobiliza apoiadores.
Neste sábado, pessoas se reuniram diante da Biblioteca Estadual de Victoria para prestar homenagens e protestar contra a decisão da acusação de retirar a acusação de homicídio. O ataque inicial contra a jovem teria ocorrido em outubro de 2024, segundo o relato da polícia.
Marat Ganiev, 55, foi alvo da acusação inicial de assassinato. A denúncia foi rebaixada para homicídio culposo e, nesta semana, retirada, com a promotoria afirmando não haver provas suficientes para levar o caso a júri. O réu passou a ser acusado apenas de tentar obstruir a justiça, o que agravou a dor da família.
Reação da família e mensagens da vigília
Justine Spokes, mãe de Isla, discursou aos presentes e descreveu a dor pelo que chamou de falhas no sistema legal. Ela afirmou que não há justiça na forma como o crime é tratado e pediu mudanças para proteger vítimas. A família destacou a necessidade de enfrentar o problema estrutural da violência contra mulheres.
Familiares elogiaram a vida de Isla, citando seu gosto pela jardinagem e o hábito de carregar ferramentas para cortar plantas. O avô, David Spokes, pediu que o caso fosse levado a júri popular e manifestou que a motivação da família não é vingança, mas discutir um sistema de justiça mais eficaz.
Mencionou ainda que a comunidade precisa debater questões como misoginia e violência contra mulheres, ressaltando que mudanças institucionais são urgentes. Parentes enfatizaram a importância de uma resposta pública que proteja vítimas sem recorrer a ações que possam desencorajar denúncias futuras.
Contexto do caso e próximos passos
Familiares lembraram que Isla era conhecida por seu espírito aberto e seu amor pela vida. A vigília também contou com pedidos para que autoridades estaduais revisem protocolos de investigação e julgamento de casos envolvendo violência contra mulheres. A promotoria indicou que a decisão de retirar a acusação de homicídio se baseou em evidências insuficientes para um julgamento.
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