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Cláudio Castro se defende após operação da PF

Cláudio Castro rebate a PF, classifica acusações de ilações e cita acordo que devolveu mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos

Ex-governador do Rio afirma que investigação da PF sobre suposto favorecimento à Refit se baseia em “ilações irresponsáveis”. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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  • O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), divulgou um vídeo para se defender após ser alvo da operação da Polícia Federal chamada Sem Refino.
  • A PF investiga suposto esquema de sonegação de impostos via o setor de combustíveis que teria beneficiado o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, considerado o maior devedor contumaz do país.
  • Castro afirma que as acusações são ilações irresponsáveis e que sua gestão foi a única a cobrar impostos da Refit, afirmando ter devolvido mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
  • A investigação cita uma participação próxima entre Castro e Magro, incluindo uma viagem a Nova York patrocinada pela Refit; Castro diz que a viagem foi a um fórum promovido pela revista Veja e que o evento contou com autoridades.
  • A PF também aponta a sanção da Lei Complementar (LC) 225/2025 como favorável à renegociação de dívidas da Refit; Castro afirma que a lei seguiu recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda e que a empresa já possuía acordo de pagamento antes da lei.
  • A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos e na suspensão das atividades das empresas investigadas.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou ser alvo de uma operação da Polícia Federal classificada como Sem Refino. A PF cumpriu mandados nesta sexta-feira (15) no âmbito de investigação sobre suposto favorecimento à Refit, refinaria de Ricardo Magro, considerado um dos maiores devedores do país. Segundo a Polícia Federal, houve participação estreita entre Castro e Magro que pode ter beneficiado a empresa em débitos fiscais.

Castro disse, em vídeo divulgado nas redes sociais, que as acusações são ilações irresponsáveis e que sua gestão foi a única a cobrar dívidas da Refit. O ex-governador afirmou ter ajudado a devolver mais de 1 bilhão de reais aos cofres públicos, questionando quem estaria beneficiando devedores enquanto cobra dívidas. Ele também sugeriu que a operação pode ter vínculo com a proximidade das eleições.

A PF aponta ainda que parte da análise envolve uma viagem a Nova York patrocinada pela Refit, para a qual Castro seria citado. O ex-governador contrariou dizendo ter ido a promoção de um fórum promovido pela revista Veja, com a participação de autoridades do Legislativo e do Judiciário, incluindo o ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso. A autoridade policial sustenta que a máquina pública fluminense atuou como extensão da estrutura empresarial da Refit.

Outra linha da acusação envolve a Lei Complementar 225/2025, que, segundo a PF, teria sido editada para permitir renegociação de dívidas da Refit. Castro alegou que a lei seguiu recomendação do Confaz e foi aprovada por unanimidade por todos os estados. O ex-governador afirmou que, antes da lei, já havia acordo de pagamento com o Estado, o que, segundo ele, desmonta a relação com os fatos apurados.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e resultou no bloqueio de cerca de 52 bilhões de reais em ativos financeiros, além da suspensão das atividades das empresas investigadas. A PF não divulgou novos elementos ou prazos para continuidade do inquérito. As informações seguem sob apuração pelas autoridades competentes.

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