- Quatro ativistas da Palestine Action, condenados por dano criminal após invadir a fábrica de drones da Elbit Systems UK, perto de Bristol, podem ser considerados terroristas na sentença.
- O juiz já havia determinado, antes do primeiro julgamento, que havia uma possível ligação com terrorismo aos crimes, mesmo a ação ocorrendo antes da Palestine Action ser proibida; essa conclusão não pôde ser mencionada ao júri.
- A conexão com terrorismo só pode ser revelada agora, após suspensão de restrições de reportagem, com a determinação a ser feita durante a dosiminação da pena.
- Se ficar comprovada a ligação com terrorismo, os quatro poderão cumprir a sentença integralmente em prisão, salvo liberação condicionada pela comissão de liberdade condicional após dois terços da pena, e poderão ficar com registro de terrorista vitalício.
- O júri não soube na condenação por dano criminal que essa possibilidade poderia existir, o que pode configurar um precedente para casos de protesto no futuro.
Four ativistas do Palestine Action foram condenados por dano criminal depois de um protesto violento na fábrica da Elbit Systems UK, perto de Bristol. A condenação ocorreu na semana passada, após um segundo julgamento por dano criminal.
O veredicto reconheceu que o ataque envolveu a danificação de drones e de equipamentos da empresa, em 2024. O júri não foi informado, durante o julgamento, de uma possível ligação com o terrorismo, conforme determinação do juiz.
Os envolvidos são Charlotte Head, 29 anos; Samuel Corner, 23; Leona Kamio, 30; e Fatema Rajwani, 21. A defesa argumentou que o objetivo era deter danos a armamentos e salvar vidas, não promover ataques terroristas.
A corte de Woolwich, no Reino Unido, ouviu que a ligação com terrorismo só poderá ser revelada no momento da sentença, após a suspensão de restrições de comunicação. O processo de definição se dará com base no padrão de prova criminal.
Se for comprovada a conexão terrorista, os quatro poderão cumprir a pena integral em prisão, salvo eventual liberação condicionada após cumprir dois terços da pena. A decisão de liberação envolve votação de uma junta de condicionalidade.
Caso liberados, podem ser registrados como terroristas por toda a vida, o que exigiria confirmação de novos dispositivos, contas ou relações pessoais com a polícia. A falha em cumprir as exigências pode levar ao retorno à prisão.
A notícia também envolve o papel do tribunal em não permitir a defesa baseada em justificativa legal para o dano, além de rejeitar evidências sobre motivações dos réus. A divulgação de possíveis motivações permaneceu restrita até a suspensão das restrições de comunicação.
Defensores do Palestine Action questionaram o processo, afirmando que a decisão pode criar precedente perigoso para protestos futuros e criticaram a demora em revelar a ligação com terrorismo aos jurados. A defesa também destacou a importância de transparência no sistema judiciário.
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