- Um advogado que atuou no desafio de Hamas à proibição no Reino Unido foi registrado pela polícia como se fosse membro do grupo, em formulário de avaliação de risco que o identificava como “Hamas” no espaço reservado para “membro de grupo conhecido”.
- Fahad Ansari foi detido no porto de Holyhead no dia 6 de agosto, ao retornar de férias com a família na Irlanda, sob a Lei de terrorismo, e afirma que a detenção e o uso de dados do celular com comunicações entre advogado e cliente foram ilegais.
- O processo ocorre enquanto Ansari contesta a detenção e a forma como os dados do seu celular foram processados; a matéria foi apresentada em peças escritas para a revisão judicial prevista para esta semana.
- O advogado de Ansari descreveu a situação como um retorno a práticas históricas de intimidação de advogados que representam membros de grupos proibidos, destacando que a acusação não é de pertencer ao Hamas, e sim de representá-lo em um caso de de-proibição.
- Os responsáveis pela polícia do norte de Gales e pelo Ministério do Interior se recusaram a comentar o caso, que envolve também uma queixa anterior sobre Ansari e questões ligadas à de-proibição.
Fahad Ansari, advogado que representa Hamas no challenge à proibição da organização no Reino Unido, denunciou ter sido listado pela polícia como membro do grupo. O registro ocorreu após ele retornar de férias em família na Irlanda e foi usado para justificar sua detenção sob a Lei de Terrorismo.
Segundo o processo, um detetive inspetor, que autorizou a detenção, preencheu um formulário de avaliação de risco identificando Hamas no espaço destinado à filiação a um grupo conhecido. Ansari contesta a prática, afirmando que o conteúdo do formulário foi utilizado para tratá-lo como integrante do grupo.
O caso envolve uma ação judicial de Ansari contra a detenção ocorrida no porto de Holyhead, no dia 6 de agosto do ano anterior, e a análise de dados do telefone do advogado, incluindo comunicações protegidas entre advogado e cliente. A defesa sustenta que a abordagem foi ilegal e discriminatória, e aponta inconsistências nas explicações oficiais.
Detalhes do caso
A defesa alega que Ansari não é membro de Hamas, mas apenas o advogado de seus clientes na ação de desproscrição movida em abril de 2025. O testemunho do detetive disse que a descrição no formulário pode ter sido mal interpretada, já que a intenção era indicar que o profissional trabalhava para Hamas, e não que ele fosse pertencente ao grupo. Autoridades envolvidas não comentaram o andamento do caso.
A defesa também afirma que houve uma parada anterior, em junho de 2024, com detenção aparentemente aleatória, distinta da ação de agosto, quando houve perguntas sobre Palestina ou Hamas. Entre os argumentos estão a alegação de que a parada de agosto foi direcionada e visa obter acesso ao telefone do advogado. A dupla defesa aponta contradições nas explicações do chefe de polícia de North Wales e do Ministério do Interior sobre a natureza da parada.
A notícia aponta ainda que, entre 8 e 12 de agosto de 2025, o celular de Ansari foi baixado e seus conteúdos avaliados. Segundo a defesa, a operação indica um foco específico em um advogado atuando para pessoas com interesse em órgãos de segurança e inteligência.
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