- Advogada argentina Agostina Páez é ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, no Rio, em janeiro; imagens de câmera registraram os gestos e o termo pejorativo.
- Ela voltou ao país de origem após a Justiça autorizar a saída, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica, mantendo o processo contra ela.
- A Justiça determinou o pagamento de fiança de R$ 97 mil (60 salários mínimos) para deixar o território brasileiro.
- Páez chegou a ficar presa por algumas horas em fevereiro, mas foi solta com a condição de usar a tornozeleira; posteriormente, o pagamento da fiança ocorreu.
- O crime ocorreu no bar da Rua Vinícius de Moraes; a acusação aponta três crimes de injúria racial, com a argentina chamando um funcionário de macaco e imitando gestos.
Na terça-feira, a Justiça do Rio autorizou o retorno da advogada argentina Agostina Páez ao seu país de origem, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica. Ela responderá ao processo por injúria racial, mas continuará em liberdade provisória.
Páez foi comunicada da decisão após julgamento da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. A autorização ocorreu mesmo com o andamento do caso, que envolve o episódio de janeiro em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema.
Ainda segundo a defesa, ela permanece sob monitoramento judicial e deverá cumprir as medidas determinadas pela Justiça no âmbito do processo. A advogada desembarcou em Buenos Aires na noite de terça para quarta-feira.
O caso remonta ao dia 14 de janeiro, quando Páez discutiu com funcionários de um bar e proferiu xingamentos baseados em raça. Em imagens de câmeras de segurança, ela é registrada fazendo o insulto e gestos que imitavam um macaco.
De acordo com a promotoria, Páez também proferiu novas ofensas aos demais funcionários após a discussão inicial, o que configuraria três crimes de injúria racial. A defesa sustenta que houve em parte provocação no incidente.
Desdobramentos
A liminar que autorizou o retorno foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do processo. A decisão inclui a entrega do passaporte e a retirada da tornozeleira, mantendo-a sob processo em andamento.
A advogada chegou a ficar detida por algumas horas no dia 6 de fevereiro, sendo liberada posteriormente mediante cumprimento das medidas cautelares. Em nota aos veículos de imprensa, Páez afirmou arrependimento pelas atitudes durante o episódio.
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