- Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro por 90 dias, devido a broncopneumonia bilateral.
- Regras de visitas são mais restritivas do que as aplicadas a Fernando Collor: apenas visitas de filhos em horários fixos, duas vezes por semana; visitas de amigos e políticos estão suspensas.
- Monitoramento rígido: a Polícia Militar faz vigilância externa e vistoria veículos, com registro de dados de motoristas e passageiros; informações devem ser enviadas diariamente ao STF.
- Bolsonaro não pode usar celulares, computadores ou qualquer meio de comunicação externa, nem gravar vídeos ou publicar nas redes sociais; Collor teve decisão que permitiu maior liberdade de comunicação.
- A prisão domiciliar vale por 90 dias, com nova perícia médica ao fim desse período; há ainda restrição de aglomerações em um raio de um quilômetro do endereço de Bolsonaro para proteger a saúde do custodiado.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (25). A decisão impõe regras mais restritivas que as aplicadas a Fernando Collor em situação semelhante.
Bolsonaro poderá receber apenas os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan em horários fixos, duas vezes por semana, simulando regime de prisão comum. Visitas de amigos e políticos seguem suspensas por 90 dias.
Regras de visitas e comunicação
A carta de manda proíbe encontros fora das janelas previstas e não permite visitas de terceiros sem autorização. Diferente de Collor, Bolsonaro tem visitas e contatos mais restritos durante o período inicial.
Monitoramento e segurança
A vigilância é rigorosa: PM acompanha a área externa, com vistoria de veículos e registro de dados de motoristas. Dados de Bolsonaro devem ser enviados ao STF diariamente, ao contrário do regime de Collor.
Uso de tecnologia e redes
Não é permitida nenhuma comunicação externa, nem uso de celulares, computadores ou redes sociais. Gravações, vídeos ou publicações digitais também estão proibidas.
Duração e próximos passos
A prisão domiciliar vale por 90 dias, com nova perícia médica ao fim do período. A decisão envolve tratamento de broncopneumonia bilateral e avaliação sobre eventual retorno à prisão ou continuidade domiciliar.
Proteção ao entorno e isolamento
Foi determinado um raio de um quilômetro sem aglomerações ou acampamentos ao redor do endereço para preservar a tranquilidade e reduzir riscos à saúde durante a recuperação.
Conteúdo produzido com informações apuradas pela Gazeta do Povo.
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