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Alvará de soltura de Bolsonaro determina início da prisão domiciliar após alta

Prisão domiciliar temporária de Bolsonaro começa na alta médica, com 90 dias de monitoramento e regras estritas na residência

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Isaac Fontana/EFE)
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  • O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar temporária de Jair Bolsonaro a partir da alta médica do Hospital DF Star, em Brasília, com custódia na residência do ex-presidente.
  • O regime tem prazo inicial de 90 dias, com reavaliação periódica e possibilidade de retorno à unidade prisional ao fim do período.
  • Regras incluem tornozeleira eletrônica, envio diário de relatório à Justiça, restrição de visitas apenas a familiares próximos, advogados e equipe médica, além de proibição de uso de aparelhos de comunicação e de redes sociais.
  • É proibido qualquer ato, manifestação ou acampamento a um quilômetro da residência; visitas de pessoas não permitidas dependem de autorização judicial, com fiscalização do 19º Batalhão da Polícia Militar e relatórios semanais.
  • A medida visa à recuperação de broncopneumonia bacteriana bilateral, com avaliação médica para possível continuidade da domiciliar após o período.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a prisão domiciliar temporária de Jair Bolsonaro a partir da alta hospitalar. A medida vale quando o ex-presidente deixar o Hospital DF Star, em Brasília, onde permanece internado há mais de uma semana. A custódia será cumprida na residência dele.

O alvará já determina as regras da execução da pena em domicílio, com reavaliação a cada 90 dias. A decisão seguiu entendimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para transferir Bolsonaro para o regime domiciliar com monitoramento.

O objetivo é permitir a recuperação da broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. Moraes destacou que o regime pode ser revisado ao final do prazo inicial, com possível retorno ao sistema prisional mediante nova avaliação médica.

Condições da prisão domiciliar

Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e manter envio diário de relatório à Justiça. Visitas ficam restritas a familiares próximos, advogados e equipe médica, com proibição de redes sociais e gravação de áudio e vídeo, entre outras limitações.

Agentes do 19º Batalhão da Polícia Militar fiscalizarão o cumprimento da custódia, com relatórios periódicos ao magistrado. Em caso de descumprimento, há previsão de medidas imediatas.

Moraes reforçou ainda que o ambiente domiciliar é escolhido para favorecer a recuperação clínica, especialmente pela idade do paciente. Uma eventual continuidade da domiciliar dependerá de nova avaliação médica ou perícia.

A defesa de Bolsonaro afirma que o ex-presidente continua presidindo seus interesses legais durante o tratamento. O Ministério Público acompanhou a decisão, mantendo a supervisão necessária para a custódia.

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