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Carros de luxo do INSS vão a leilão por ordem de Mendonça

Mendonça autoriza leilão de dez carros de luxo apreendidos na Operação Sem Desconto; bens valem cerca de R$ 6,6 milhões e seis vão para uso institucional da Polícia Federal

Carros de luxo do ‘careca do INSS’ vão a leilão, ordena Mendonça
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  • O ministro André Mendonça autorizou o leilão de dez veículos de luxo apreendidos na Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias do INSS.
  • Os bens pertencem principalmente a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti, além de empresas vinculadas a eles, com valor estimado em cerca de R$ 6,6 milhões.
  • Entre os itens autorizados para leilão estão Porsche, Lamborghini, BMW, Audi e motocicletas de alto valor; seis veículos podem ficar provisoriamente com a Polícia Federal para uso institucional.
  • A PF solicitou a venda antecipada para evitar desvalorizar os bens ao longo do processo, com base no art. 144-A do Código de Processo Penal, conforme explicou a Procuradoria-Geral da República.
  • A defesa de Antunes recorreu, pediu reavaliação de alguns veículos e questionou a destinação de parte dos bens à PF, sugerindo avaliar venda a melhor preço para preservar o patrimônio até o fim das investigações.

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou o leilão de dez veículos de luxo apreendidos na Operação Sem Desconto, que mira descontos irregulares em aposentadorias do INSS. A decisão envolve bens de investigados e empresas ligadas a eles. Valor total estimado: cerca de 6,6 milhões de reais.

Entre os itens autorizados para venda constam Porsche 911 Carrera GTS, Lamborghini Urus S, BMW M3 Competition, Porsche Panamera 4 E-Hybrid, Porsche Taycan, Audi TT RS e Audi A3, além de motocicletas de alto valor. Parte dos veículos pode ir a leilão ou destinação institucional.

Na mesma decisão, Mendonça autorizou que seis carros sejam destinados provisoriamente à Polícia Federal para uso operacional, segundo a conclusão do tribunal. A PF alegou necessidade de apoio às atividades de investigação.

O pedido partiu da Polícia Federal para evitar desvalorização dos bens durante o processo. A Procuradoria-Geral da República confirmou a previsão legal de alienação antecipada, citando o art. 144-A do Código de Processo Penal.

O Ministério Público destacou que a venda precoce ajuda a preservar o valor do patrimônio até o desfecho da ação penal. A defesa de Antônio Antunes informou que pretende recorrer e pediu reavaliação de alguns veículos, questionando a destinação de parte dos bens à PF.

Detalhes e próximos passos

Os valores arrecadados podem ressarcir a União em caso de condenação ou retornar aos investigados se houver absolvição, conforme apurado pela imprensa local. A defesa também argumenta sobre manter patrimônios até o fim das investigações.

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