- Quatro senadores solicitaram a suspeição do ministro Nunes Marques no caso Master, alegando relação próxima com o senador Ciro Nogueira, investigado na ação.
- Fachin negou o pedido, pois a alegação de suspeição foi apresentada fora do prazo de cinco dias do regimento do STF.
- A defesa diz que a suspeição ganhou “nova dimensão” em seis de maio, quando houve operação da Polícia Federal sobre o caso Master.
- O pedido de suspeição ocorreu na ação que busca a instalação da CPI do Master; o mesmo grupo moveu mandado de segurança em 25 de março para que o STF determine a abertura da comissão.
A ministra Cármen Lúcia Fachin negou o pedido de suspeição do ministro Nunes Marques na ação que tramita na Justiça sobre a instalação da CPI do Master. O pedido foi apresentado por quatro senadores e alegou conflito de interesses entre o relator e o senador Ciro Nogueira, alvo de investigações no caso Master. Fachin informou que a alegação ocorreu fora do prazo previsto no regimento do STF.
Os senadores Alessandro Vieira, Eduardo Girão, Marcos Pontes e Plínio Valério sustentaram que a suspeição ganhou relevância a partir de 6 de maio, quando houve operação da Polícia Federal relacionada a Ciro Nogueira no âmbito do caso. O relator Nunes Marques foi sorteado para relatar a ação em 23 de março, segundo a defesa, o que reforçaria o prazo de cinco dias para apresentação do pedido.
Detalhes do pedido e do prazo
O mesmo grupo protocolou, em 25 de março, mandado de segurança para contestar a abertura da CPI do Master, argumentando que a demora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, compromete a investigação e a defesa de provas. Fachin, no entanto, manteve o prazo e não acolheu a suspeição, mantendo Nunes Marques como relator da ação.
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