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STF forma maioria para tornar policiais réus em nova ação do caso Marielle

STF forma maioria para tornar três policiais réus por associação criminosa e obstrução de justiça no caso Marielle

Delegado Rivaldo Barbosa, responsável pela investigação do assassinato na PCRJ
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  • O STF formou maioria para transformar em réus três policiais por associação criminosa e obstrução de justiça no caso Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
  • A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em fevereiro, abrangendo os delegados Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior e Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros Pinto.
  • O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela acatamento da denúncia, sendo seguido pelos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino; a ministra Carmén Lúcia ainda não votou.
  • O julgamento acontece no plenário virtual do STF e fica aberto até amanhã para os próximos votos.
  • O novo processo aponta a criação de uma organização criminosa na Polícia Civil do Rio, chefiada por Rivaldo Barbosa, que assumiu a chefia um dia antes do crime em março de 2018; ele nomeou Giniton Lages para comandar as investigações na Delegacia de Homicídios, onde o comissário Marco Antonio de Barros Pinto já atuava.

A Primeira Turma do STF formou maioria para tornar réus três policiais no novo processo do caso Marielle Franco. A denúncia aponta associação criminosa e obstrução de justiça, envolvendo o assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes.

A Procuradoria-Geral da República apresentou a denúncia em fevereiro. São acusados os delegados Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior e Giniton Lages, além do comissário Marco Antonio de Barros Pinto.

Na sessão, o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela acatamento da denúncia. Foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino. A ministra Carmén Lúcia ainda pode votar. O julgamento segue no plenário virtual até amanhã.

Contexto do novo processo

O documento aponta a formação de uma organização criminosa na Polícia Civil do Rio de Janeiro, com atuação para atrapalhar investigações de homicídios, incluindo o caso Marielle.

Conforme a denúncia, Rivaldo Barbosa assumiu a chefia da Polícia Civil do Rio em março de 2018, um dia antes do crime. Em seguida, ele nomeou Giniton Lages para comandar as investigações da Delegacia de Homicídios.

O comissário Marco Antonio de Barros Pinto já atuava na Delegacia de Homicídios. A denúncia sustenta que o grupo buscava dificultar apurações ligadas aos homicídios de Marielle e de Anderson Gomes.

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