- Daniel Vorcaro negocia delação premiada, mas não entrega tudo que sabe e tenta preservar dinheiro desviado e aliados.
- Sakamoto afirma que a negociação esbarra na cobrança por ressarcimento de prejuízos e na falta de informações sobre a rede política citada no caso; as provas extraídas dos celulares avançam.
- Do ponto de vista do Estado, a delação deveria ajudar a recuperar bilhões queimados e esclarecer recursos de fundos de investimento e de previdência; a validade do acordo depende da devolução do dinheiro.
- Sakamoto afirma que Vorcaro atuou com uma “rede de proteção política” e que a delação não atingiu a raia graúda, citando a ausência de menções a Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro.
- Enquanto o investigado evita expor aliados, oito celulares apreendidos têm fornecido material aos investigadores; a delação pode ficar contaminada se Vorcaro insistir em proteger a rede.
O banqueiro Daniel Vorcaro enfrenta resistência para fechar acordo de delação premiada. A dificuldade se dá porque ele não entrega todo o que sabe e busca preservar recursos desviados e aliados. A avaliação é de Leonardo Sakamoto, no UOL News.
Segundo Sakamoto, o entrave envolve a cobrança de ressarcimento de prejuízos e a ausência de informações sobre a rede política ligada ao caso. Ele afirma que as provas obtidas a partir de aparelhos celulares avançam mais que a colaboração.
Para o comentarista, a delação só faz sentido se houver devolução de recursos. Ele sustenta que Vorcaro operou com uma rede de proteção política e que a colaboração não atingiu a cúpula. A menção a nomes de alto escalão aparece apenas de forma ausente na pista.
Provas e personagens
Sakamoto destacou que oito celulares apreendidos com Vorcaro têm sustentado a investigação. O comentário é de que a delação pode ficar comprometida se o investigado insistir em blindar aliados. A mensagem é de que a colaboração precisa abranger outros atores para não ficar viciada.
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