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STF inviabiliza crime organizado; Contarato comenta Ibaneis liberado

Contarato acusa STF de inviabilizar CPI ao livrar Ibaneis, ampliando críticas sobre investigações de crime organizado

Presidente da CPI do Crime Organizado diz que STF barra investigação de crimes de colarinho branco. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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  • O senador Fabiano Contarato voltou a criticar o STF por libertar convocados de depor na CPI do Crime Organizado; Ibaneis Rocha não precisou comparecer após habeas corpus assinado pelo ministro André Mendonça.
  • A investigação aponta que o Banco BRB, controlador pelo governo do Distrito Federal, comprou 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
  • A operação ligada ao caso foi a Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado.
  • Contarato afirmou que decisões do STF dificultam apurações da CPI, citando convocações de testemunhas, quebras de sigilo e outras medidas.
  • As críticas ocorrem uma semana após nova série de reivindicações da CPI, incluindo a tentativa de ouvir Cláudio Castro sobre operação policial nos complexos do Alemão e da Penha.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, voltou a criticar o STF por, segundo ele, liberar convocados para não depor. A sessão prevista ouviria Ibaneis Rocha (MDB-DF), ex-governador, sobre as negociações do BRB com o Banco Master e a Operação Compliance Zero da PF.

A investigação aponta que o BRB, estatal do Distrito Federal, comprou 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Master, cobrindo falhas de controles internos. Ibaneis era convocado por o DF ser acionista majoritário e controlador do BRB. A sessão foi cancelada pela decisão do STF.

Na sexta-feira anterior, ministro André Mendonça concedeu habeas corpus para dispensar Ibaneis de comparecer à CPI, repetindo benefício a outros investigados, como Roberto Campos Neto. A gestão de Mendonça é citada por Contarato como entrave às apurações.

Contarato afirmou que decisões do STF afetam depoimentos obrigatórios, quebras de sigilos e outras medidas da CPI. O senador questionou por que não se quer apurar, destacando o papel de autoridades de diferentes poderes na investigação.

O parlamentar lembrou que a CPI já enfrentou situações semelhantes, com outras autoridades beneficiadas por decisões judiciais, e citou também a CPMI do INSS e uma operação envolvendo o filho do presidente Lula, Fábio Luís, ligado a um esquema apontado como lesivo a aposentados.

O senador ressaltou que o crime organizado está hoje mais enraizado em estruturas públicas e financeiras. Em 2023, a PF apontou ligações entre o PCC e operações de gestão de fundos, envolvendo instituições que enfrentaram liquidações.

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