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Fux altera regras para eleição indireta de mandato-tampão no Rio

Fux suspende dispositivos da lei de eleição indireta no Rio; voto secreto e prazo de desincompatibilização volta a 180 dias

Fux vota no julgamento da trama golpista no STF. Foto: Victor Piemonte/STF
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  • O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu trechos da lei do Rio de Janeiro que regulamentavam a eleição indireta para mandato-tampão, decisão anunciada nesta quarta-feira, 18.
  • A ação foi movida pelo diretório do PSD fluminense, que contestou o voto aberto e a legitimidade do processo.
  • A eleição indireta ocorre em caso de dupla vacância, como pode ocorrer se o governador Cláudio Castro renunciar para disputar o Senado neste ano.
  • Fux determinou que a eleição tenha voto secreto e restabeleceu o prazo de desincompatibilização de 180 dias (em vez de 24 horas).
  • A decisão altera o cenário para a Alerj decidir, entre si, quem governará o Estado até dezembro de 2026, caso a liminar seja mantida pelo plenário.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu trechos da lei que disciplinava a eleição indireta no Rio de Janeiro para o mandato-tampão. A decisão foi assinada nesta quarta-feira 18, em ação de inconstitucionalidade movida pelo diretório do PSD fluminense. O objetivo é evitar normas que comprometam a lisura do pleito.

A medida impede a votação aberta, nominal e presencial na Assembleia Legislativa do Rio. Também reverte o prazo de desincompatibilização, de 180 dias para 24 horas, para os interessados em concorrer ao mandato tampão. O voto deverá ocorrer em segredo, conforme o novo decreto judicial.

A mudança impacta o cenário institucional no estado, já que nomes cotados para a disputa, como Douglas Rios e André Ceciliano, ocupam cargos públicos e teriam de se afastar. A decisão de Fux aponta riscos à igualdade de condições no certame e à integridade do processo.

Cláudio Castro sancionou as regras recentemente. O PSD acionou o STF um dia depois, sob o argumento de violação ao sigilo do voto e à legitimidade do processo. A tendência é que o processo seja levado ao plenário da Corte para deliberação.

Caso o entendimento seja mantido, as Assembleia Legislativa do Rio deverá decidir, entre seus integrantes, quem governará o estado até dezembro de 2026. A tramitação no STF aguarda a análise do tema pelo plenário.

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