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Mendonça discute próximos passos no caso Master em reunião com PF

Ministro André Mendonça se reúne com a Polícia Federal por cerca de duas horas para alinhar próximos passos do caso Master

Novo relator do caso Master, Mendonça se reuniu com delegados da PF para discutir o andamento das investigações. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)
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  • O ministro André Mendonça, do STF, teve reunião de cerca de duas horas com a equipe da Polícia Federal para alinhar os próximos passos do caso Master.
  • Mendonça assumiu a relatoria do caso após a saída do ministro Dias Toffoli.
  • A reunião, ocorrida na tarde de sexta-feira, contou com a participação de integrantes do gabinete do ministro e de delegados da PF.
  • A troca de relatores foi acertada em reunião entre dez ministros do STF, após o recebimento de relatório da PF que aponta dados do celular de Daniel Vorcaro e referências a Toffoli.
  • O resto da corte indicou posições diferentes: oito ministros seriam favoráveis à permanência de Toffoli à frente do inquérito, enquanto Fachin e a ministra Cármen Lúcia defenderam a troca de relatores.

O ministro do STF André Mendonça participou nesta sexta-feira (13) de uma reunião de cerca de 2 horas com a Polícia Federal. O objetivo foi alinhar procedimentos e entender o andamento das investigações envolvendo o Banco Master.

A reunião ocorreu na sede do STF e contou com a presença de integrantes do gabinete de Mendonça e delegados da PF. O encontro reforçou o objetivo de manter a linha de atuação definida pela Corte.

Contexto recente

A troca de relatores do caso Master foi acertada em reunião entre os 10 ministros do STF nesta quinta-feira (12). O relator passou a ser Mendonça após a saída de Dias Toffoli.

Ainda segundo o STF, o diretor-geral da PF encaminhou ao presidente Edson Fachin o relatório baseado em dados do celular de Daniel Vorcaro, com menções a Toffoli. Fachin convocou reunião emergencial para debater os achados.

Desdobramentos no tribunal

A defesa do tema mostrou apoio à permanência de Toffoli à frente do inquérito em momentos de crise institucional. O STF decidiu defender Toffoli e afastou a possibilidade de suspeição, mantendo o instruto na relatoria “a pedido”.

Fachin anunciou a criação de um Código de Ética para os ministros, acompanhando o estudo do tema. A proposta recebeu resistência interna e tem como relatora a Cármen Lúcia.

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