- O depoimento de Daniel Vorcaro à CPMI do INSS, marcado para 26 de fevereiro, pode incluir perguntas sobre sua relação com o ministro Dias Toffoli, conforme apurado pela Polícia Federal.
- O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que a linha principal continua os empréstimos consignados, mas as conversas com Toffoli deverão entrar nas perguntas.
- Parlamentares podem ampliar os questionamentos para além da fraude a aposentados, dada a eclosão de denúncias envolvendo Toffoli.
- Gaspar pediu ao STF que compartilhe com a CPMI dados telemáticos e telefônicos de Vorcaro, o que também é alvo de pressão de outras comissões.
- Na véspera, Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF sob pressão, e o ministro André Mendonça passou a relatar os processos referentes ao Banco Master.
O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro à CPMI do INSS, previsto para 26 de fevereiro, pode ser ampliado para investigar possíveis ligações com o ministro Dias Toffoli, do STF. A nova linha investigativa foi revelada nesta semana, após a saída de Toffoli da relatoria do caso.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a pauta central continua as operações de crédito consignado. Contudo, as supostas conversas de Vorcaro com Toffoli, apuradas pela Polícia Federal, devem entrar nas perguntas dos senhores deputados.
Analistas avaliam que não será possível restringir as perguntas aos empréstimos consignados apenas. A expectativa é de que Vorcaro seja questionado sobre eventuais vínculos com Toffoli, diante das denúncias envolvendo o ministro.
Gaspar solicitou ao STF que compartilhe com a CPMI dados telefônicos e telemáticos de Vorcaro. A demanda encontra eco entre outras comissões, que também reivindicam acesso a materiais sigilosos relacionados ao banqueiro.
Na véspera, as mensagens que indicam proximidade entre Toffoli e Vorcaro levaram o ministro a deixar a relatoria do caso. A decisão ocorreu após reuniões do STF convocadas pelo presidente Edson Fachin para avaliar o tema.
Mesmo com o apoio ao ministro, o colegiado optou por evitar suspeição que pudesse anular atos já praticados. Por sorteio, o ministro André Mendonça passou a relatar os processos ligados ao Banco Master.
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