- A CPI do Crime Organizado votará, logo após o carnaval, a convocação do ministro Dias Toffoli para esclarecer ligações com o caso Master; a sessão está marcada para o dia 24.
- O foco é a relação entre a empresa envolvida e o fundo de investimentos gerido por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Vorcaro, com indícios de negócios relevantes.
- O relator, senador Alessandro Vieira, diz que houve definição da pauta pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato, com quatro eixos diretos: emendas, a operação Carbono Oculto, fraudes no INSS e o Banco Master.
- Vieira afirma que a investigação enfrenta pressões de figuras fortes nos Três Poderes, o que dificulta o avanço das apurações.
- O STF informou que Toffoli saiu da relatoria por escolha própria; André Mendonça passou a relatar os processos, e a corte reiterou apoio a Toffoli, sem suspeição ou impedimento.
A CPI do Crime Organizado no Senado deve votar logo após o carnaval a convocação do ministro Dias Toffoli, do STF, para esclarecer ligações com o caso envolvendo o Banco Master. A votação está prevista para o dia 24 e pode incluir os irmãos dele, que foram sócios na Maridt Participações.
O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), disse que a pauta foi definida pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES). O foco envolve a empresa ligada ao fundo de investimentos administrado por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Vorcaro, segundo Vieira.
Segundo o senador, há indícios de negócios que justificam a convocação para esclarecimentos formais. Vieira afirmou que a rede investigada envolve lavagem de dinheiro e infiltração política e judicial ligada ao crime organizado.
O que está em jogo
A atuação do Grupo Master, de acordo com Vieira, estaria conectada a outras operações como a da emenda parlamentar, a operação Carbono Oculto e fraudes no INSS, além de ações envolvendo o Banco Master. O objetivo é esclarecer vínculos e impactos.
O parlamentar mencionou dificuldades para avançar com as investigações, citando pressões recebidas de diferentes esferas de poder. Ele afirmou que figuras muito poderosas nos Três Poderes criam barreiras institucionais.
O STF informou que Toffoli pediu a retirada da relatoria do caso Master por opção própria, sem suspeição. O ministro André Mendonça foi sorteado para relatar os processos no lugar dele. A nota também destacou respeito à dignidade de Toffoli.
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