- Bolsonaro está preso na Papudinha, Complexo Penitenciário da Papuda, desde 15 de janeiro.
- A defesa pediu ao ministro Alexandre de Moraes a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente, que cumpre 27 anos e três meses de prisão por suposta participação na tentativa de golpe de Estado.
- Os advogados dizem que Bolsonaro sofre multimorbidade grave, com doenças crônicas, cirurgias e hipertensão, exigindo tratamento médico especializado.
- Em 6 de fevereiro, a Polícia Federal informou a Moraes que Bolsonaro tem condições de permanecer na Papudinha, mas apontou risco de quedas e recomendou investigação complementar e acompanhamento especializado.
- Moraes determinou o prazo de cinco dias para a defesa se manifestar sobre o relatório da PF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a concessão de prisão domiciliar humanitária nesta quarta-feira, 11. A defesa alega quadro de multimorbidade grave e solicita a substituição da prisão em regime domiciliar. Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão em Brasília, pela liderança da tentativa de golpe de Estado. A solicitação ocorre enquanto o ex-presidente permanece, desde 15 de janeiro, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, no chamado setor Papudinha.
A defesa sustenta que laudos médicos atestam doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas e necessidade de tratamento medicamentoso contínuo. O histórico apresentado inclui internações recorrentes, cirurgias, pneumonia frequente, apneia do sono e hipertensão arterial. Os advogados apontam ainda uso prolongado de remédios com efeitos centrais e cardiovasculares.
PF envia relatório a Moraes sobre Bolsonaro
No dia 6 de fevereiro, a Polícia Federal encaminhou a Moraes um laudo com avaliação de que Bolsonaro tem condições de permanecer na Papudinha. O documento também traz recomendações e aponta sinais de desequilíbrio que poderiam aumentar o risco de quedas, sugerindo investigação adicional e tratamento especializado.
Moraes estabeleceu um prazo de cinco dias para manifestação da defesa sobre o relatório da PF. A decisão sobre eventual prisão domiciliar humanitária ainda depende de análise do ministro, com base nos atestados médicos apresentados pela defesa e pela PF. Não houve confirmação de decisão até o momento.
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