- O PoderData aponta que 68% dos brasileiros são contrários à liberação do aborto, o maior índice desde o início da pergunta, em janeiro de 2021.
- 22% são favoráveis, e 10% não souberam ou não desejaram responder; a margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
- A pesquisa foi realizada entre 24 e 26 de janeiro de 2026, com 2.500 entrevistas em 111 municípios de todas as regiões do país.
- Atualmente, o aborto é permitido em três situações: estupro, risco de vida à gestante e anencefalia; fora esses casos, é ilegal no Brasil, sem limite explícito de semanas.
- O levantamento também detalha perfis de apoio e rejeição e cruza opiniões com o voto no segundo turno de 2022; o tema está em discussão no STF na ADPF 442, que poderia ampliar direitos reprodutivos.
O PoderData divulgou que 68% dos brasileiros são contrários à liberalização do aborto no Brasil. A mensagem acompanha o movimento social que prioriza a proteção à vida desde a concepção. O levantamento foi feito entre 24 e 26 de janeiro de 2026.
A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O estudo aponta resistência de parte expressiva da população a mudanças profundas no tema.
Na prática, 22% dos entrevistados apoiam a liberação do aborto, um leve aumento de um ponto percentual em relação ao ano anterior, dentro da margem de erro. Outros 10% não souberam ou não responderam.
No Brasil, a prática é permitida apenas em três situações: estupro, risco de vida para a gestante ou feto com anencefalia. Em demais cenários, a interrupção é ilegal, mesmo sem um limite expresso de semanas.
Perfil dos posicionamentos
Entre os favoráveis, há maior incidência entre idosos (25%), moradores da região Norte (27%) e pessoas com ensino fundamental completo (26%). Entre os contrários, a maioria está na região Sul (74%) e entre quem tem renda acima de 5 salários mínimos (72%).
Contexto legal e político
O tema ganhou relevância no STF, com a ADPF 442, que pode ampliar o aborto até o nono mês em caso de aprovação. O resultado da pesquisa contrasta com movimentos que defendem mudanças por vias judiciais, em meio a disputas por direitos reprodutivos. Autoridades e especialistas acompanham o desdobramento com atenção.
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