- A Eli Lilly abriu uma ação civil contra quatro líderes da Church of God in Christ (COGIC) por suposto esquema de rebates de medicamento que, segundo a empresa, gerou mais de US$ 200 milhões em perdas.
- O processo afirma que o grupo operava via Community Health Initiative, programa de custo compartilhado para membros da denominação, e envolvia a venda do medicamento para diabetes Trulicity por meio da drogaria DrugPlace.
- A acusação sustenta que os envolvidos compravam grandes quantidades do medicamento, revendiam no mercado e recebiam rebates fraudados ao alegar que as pessoas que recebiam eram membros da igreja, os quais não existiam ou não podiam ser verificados, em fraude de pelo menos seis anos.
- O caso foi ajuizado na Florida, onde Readus C. Smith III (secretário-geral de saúde e negócios da denominação) e os Maynard—pai e filho—residem; Smith está baseado na Flórida, e os Maynard na Tennessee.
- A COGIC afirmou não possuir conhecimento das ações alegadas e disse que vai cooperar com a Lilly e as autoridades; a Lilly solicita recuperação de valores e medidas para interromper o golpe.
Eli Lilly processa líderes da Church of God in Christ (COGIC) por suposto esquema de rebate de quase US$ 200 milhões envolvendo medicamento para diabetes. A ação civil foi apresentada na última semana na Flórida, estado onde Readus C. Smith III reside, segundo a queixa. A empresa afirma que quatro dirigentes da denominação facilitaram a venda fraudulenta de Trulicity, medicamento da Lilly, por meio de um programa de compartilhamento de custos de prescrição.
A ação descreve o funcionamento de um suposto esquema que operava como programa de custo compartilhado para membros da denominação pentecostal. Dentre os réus estão Readus C. Smith III, secretário-geral de saúde e negócios da COGIC, além de Jerry Maynard Sr., bispo da igreja em Nashville, e seus filhos Jerry Maynard II e Misha Maynard. A Lilly sustenta que as quantidades de Trulicity adquiridas por DrugPlace foram revendidas no mercado, com rebates falsos alegando que os pacientes pertenciam à igreja.
Envolvidos, local e motivação
A acusação aponta que os quatro dirigentes compraram grandes volumes do medicamento por meio da DrugPlace, empresa de entrega de remédios via correio, para revendê-lo com rebates fraudulentos. Segundo a queixa, muitos pacientes não existiam ou não podiam ser verificados, o que teria durado pelo menos seis anos. Smith está baseado na Flórida; Maynard Sr., Maynard II e Misha vivem no Tennessee, onde lideram uma igreja em Nashville ligada à COGIC.
A COGIC afirmou não ter conhecimento das ações alegadas e disse que não participou, autorizou ou convalidou as atividades. A denominação informou que investiga o caso e que colaborará com as autoridades, bem como com a Lilly, mantendo relacionamento com a empresa. A Lilly pediu restituição dos rebates supostamente indevidos e revelou que, durante a investigação, encontrou dados fabricados e informações inconsistentes.
Detalhes do processo e histórico com a DrugPlace
No centro do processo está a Community Health Initiative, organização que lidera o programa de custo compartilhado. A Lilly afirma que Maynard Sr. promovia o programa aos membros, enquanto Maynard II era o diretor sênior e Misha, a vice-presidente de operações. Smith seria o CEO da rede envolvida no esquema, com DrugPlace fornecendo o medicamento e apresentando reivindicações de rebates superiores a US$ 250 milhões.
A empresa sustenta que pagou mais de US$ 200 milhões em rebates entre 2020 e 2024. Ao investigar, a Lilly afirma ter identificado dados falsos e atividades de revenda por meio de intermediários que ocultavam a identidade da DrugPlace. Aquele que envolve o referido laboratório já havia trabalhado com DrugPlace entre 2011 e 2015, quando ainda havia parceria com a Community Health.
Desdobramentos e contexto
DrugPlace e a Community Health Initiative são citadas como partes réus, junto com os co-proprietários da DrugPlace, Paul Joshua Leight e Kevin Michael Singer. A Lilly declarou à CNBC que moveu a ação para interromper fraudes e proteger o acesso de pacientes aos seus medicamentos. A empresa ressaltou que, após detectar a fraude, a DrugPlace fechou a farmácia de Nashville e começou a liquidar ativos, segundo a denúncia.
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