- A riqueza total dos bilionários atingiu US$ 15,8 trilhões, alta de 13% em doze meses, com quase 3 mil bilionários em 2025, segundo o UBS.
- O setor de tecnologia foi o principal motor, com ganho de 23,8% e valorização de ativos de IA (ex.: Meta, Oracle e Nvidia), além de novos modelos de linguagem como o DeepSeek.
- Uma nova geração redefine a sucessão: 82% dos bilionários querem que herdeiros sejam independentes e 67% desejam que eles sigam suas próprias vocações.
- Surgiram 196 bilionários self-made em 2025; 91 herdaram fortunas no mesmo período, e o UBS aponta potencial de transferência multigeracional de US$ 5,9 trilhões nos próximos 15 anos.
- Diversificação de investimentos e filantropia ganham espaço: ativos reais como infraestrutura (35%) e ouro/metais (32%), queda da importância dos EUA como destino de investimento (de 80% para 63%), e maior presença de mulheres bilionárias, cuja riqueza subiu 8,4%.
A riqueza global de bilionários atingiu US$ 15,8 trilhões em 2025, segundo o UBS, registrando alta de 13% em 12 meses. O número de indivíduos com fortunas superiores a US$ 1 bilhão chegou a quase 3 mil, alta de 8,8% em relação a 2024. O setor de tecnologia lidera as valorizações, impulsionado por IA e pela valorização de ativos de empresas como Meta, Oracle e Nvidia.
O estudo aponta que a nova geração transforma formatos de riqueza, com mais herdeiros abrindo espaço para caminhos independentes, empreendedorismo e transferência multigeracional. A expectativa é movimentar pelo menos US$ 5,9 trilhões nos próximos 15 anos.
Novos “self-made”
Em 2025 surgiram 196 bilionários que construíram a própria fortuna, segundo o UBS, o segundo maior registro desse tipo na série histórica. Ao mesmo tempo, 91 pessoas herdaram fortunas no ano, com o total herdado batendo US$ 297,8 bilhões.
A maior parte da riqueza herdada reduz a pressão por sucessão familiar tradicional, enquanto a transferência multigeracional ganha impulso em cenários de incerteza. O UBS estima que esse movimento totaliza US$ 5,9 trilhões a ser movimentado nos próximos 15 anos.
Mudanças na dinâmica de sucessão
A pesquisa mostra que o modelo de passagem de bastão está em revisão. Hoje, 82% dos bilionários desejam que herdeiros desenvolvam autonomia para alcançar sucesso independentemente da herança. Outros 67% desejam que os sucessores sigam suas próprias vocações.
A mobilidade geográfica é outro eixo relevante: 36% já mudaram de país, e 9% avaliam essa possibilidade. A busca por qualidade de vida, proteção contra riscos geopolíticos e eficiência fiscal aparecem entre as motivações.
Filantropia e preocupação social também sobem na agenda. Mais da metade dos bilionários pretendem que a riqueza gere impacto positivo. AI e tecnologia aparecem como os maiores desafios sociais, citados por 75% e 55%, respectivamente.
Investimentos e cenário global
A estratégia de investimento se volta a longo prazo, com maior exposição a ativos reais. Infraestrutura é citada por 35% e ouro/metais preciosos por 32% como proteção contra volatilidade. O setor financeiro cresceu 17% em riqueza, com recuperação de criptomoedas.
Apesar de os EUA permanecerem como destino principal, a confiança caiu de 80% para 63%. A UBS aponta entrada maior em Ásia-Pacífico e Europa Ocidental, estimando US$ 1,3 trilhão a ser transferido para a Europa nas próximas décadas.
As mulheres bilionárias tiveram aumento de 8,4% no patrimônio no último ano, índice superior ao dos homens. A expectativa de vida mais longa modifica o planejamento patrimonial para várias décadas, buscando continuidade entre gerações.
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