- Os governos do Reino Unido e da França reescreveram o acordo “um entra, um sai” para evitar que migrantes deportados voltem ao Reino Unido, após uso de caminhões para trazer pessoas de volta.
- Foi criada a classificação de “caso de retorno” para fechar a brecha, com a primeira-ministra do Reino Unido e o ministro do Interior francês formando o acordo.
- Desde 6 de agosto do ano passado, o Reino Unido devolveu à França 921 migrantes que chegaram em barcos pequenos; em contrapartida, foram aceitos 896 requerentes de asilo vindos da França.
- Ao longo de um período de duas semanas em março, pelo menos quatro pessoas deportadas voltaram ao Reino Unido de caminhão; houve outros casos no outono.
- O acordo passa a se aplicar a qualquer migrante que retorne ilegalmente ao Reino Unido, independentemente do modo de viagem, com o piloto sendo estendido até 1 de outubro.
O Reino Unido e a França redesenharam o acordo “um dentro, um fora” para evitar que migrantes removidos retornem ao Reino Unido. A medida surge em resposta a relatos de que traficantes utilizavam caminhões para trazer de volta pessoas deportadas sob o acordo.
O ajuste foi fechado pela secretária de Interior do Reino Unido, Shabana Mahmood, e o homólogo francês, Laurent Nuñez. O objetivo é coibir retornos clandestinos de quem já havia sido transferido para a França.
Para fechar a brecha, o Ministério do Interior criou a nova classificação de requerente, denominada “caso de retorno”, conforme documentos divulgados pelo Times. A alteração amplia o alcance do tratado aos retornados que entram no país por meio de veículo.
Desde a vigência do acordo, em 6 de agosto do ano passado, a Inglaterra enviou à França 921 migrantes que chegaram em pequenas embarcações, o que representa 3,5% das chegadas nesse período. Em contrapartida, o Reino Unido aceitou 896 requerentes de asilo da França.
O acordo previa que cada migração ilegal pelo Canal resultaria no retorno a França, em troca de acolhimento no Reino Unido de um requerente de asilo originário da França. O novo arranjo estende essa lógica.
Pelo menos quatro pessoas deportadas sob o regime voltaram ao Reino Unido de caminhão em um intervalo de duas semanas, após ocorrências semelhantes no outono. Mahmood e Nuñez discutem aplicar o tratado a qualquer retorno ilegal, independentemente do modo de deslocamento.
Em carta, Mahmood solicitou ampliar os objetivos do acordo para dissuadir retornos clandestinos de migrantes já transferidos à França. Os depoimentos de migrantes apontam para atuação de traficantes, com relatos de controle sobre abrigos e transportes coercitivos.
O primeiro-ministro Keir Starmer e o presidente Emmanuel Macron assinaram, em julho passado, o acordo conhecido como “um dentro, um fora”, considerado piloto e previsto para vencer em junho. O pacto foi estendido até 1º de outubro.
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