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EUA suspendem sanções contra o Irã por 60 dias

Sanções dos EUA contra o Irã são suspensas por sessenta dias após negociações iniciais, com Trump avisando que agirá caso o Irã não cumpra o acordo

People walk next to a mural depicting the late leader of the Islamic Revolution Ayatollah Ruhollah Khomeini and the late Supreme Leader of Iran Ayatollah Ali Khamenei, in Tehran, Iran, April 12, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY
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  • Os Estados Unidos suspendem as sanções contra o Irã por 60 dias a partir de segunda-feira, após as primeiras negociações de um acordo de paz em fase inicial.
  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que as negociações na Suíça estabeleceram boa base para um acordo definitivo; o Irã negou ter iniciado discussões sobre seu programa nuclear ou convidado inspetores da AIEA.
  • Mediadores Paquistão e Catar afirmaram ter chegado a um roteiro para um pacto permanente em 60 dias, além de estabelecer mecanismo para facilitar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
  • O Tesouro dos EUA anunciou suspensão das sanções até 21 de agosto, permitindo que o Irã venda petróleo e receba pagamentos por eles.
  • O embaixador do Irã na ONU em Genebra disse haver progresso e citou a criação de dois grupos de trabalho; o Líbano é visto como parte do acordo provisório, com trégua no conflito e negociações para novas rodadas em Washington.

Os Estados Unidos suspenderam as sanções contra o Irã por 60 dias, a partir de segunda-feira, em resposta às primeiras negociações de um acordo de paz em estágio inicial. O governo americano disse que o movimento visa facilitar um acordo definitivo, com incentivo a avanços já alcançados.

O presidente Donald Trump afirmou que fará o que for necessário se o Irã não cumprir sua parte no acordo. O vice-presidente Joe Biden? Não. O texto cita JD Vance, vice-presidente, que destacou uma base positiva para o diálogo, enquanto o Irã negou ter iniciado discussões sobre seu programa nuclear ou autorizado inspeções da AIEA.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por meio do porta-voz Esmail Baghaei, afirmou que não houve reunião com o chefe da AIEA, Rafael Grossi, na Suíça, nem planos de permitir inspeções adicionais nas instalações nucleares danificadas. O Irã também não confirmou qualquer convite à AIEA para retornar ao país.

Os mediadores Paquistão e Catar disseram que as negociações no resort suíço de Buergenstock chegaram a um acordo sobre um roteiro para um pacto permanente dentro de 60 dias. O objetivo é manter o cessar-fogo entre Israel, aliado dos EUA, e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, além de abrir uma linha de comunicação para a passagem segura de navios no Estreito de Ormuz.

Desdobramentos regionais

O Tesouro dos EUA anunciou a suspensão temporária das sanções até 21 de agosto, permitindo que o Irã comercialize petróleo e receba pagamentos. O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou que houve “bom progresso” e que serão criados dois grupos de trabalho para avançar na remoção de sanções e nas atividades nucleares.

Bahreini destacou ainda que cinco pontos do acordo inicial precisam ser plenamente implementados antes de discutir o dossiê nuclear e a participação da AIEA. Ele ressaltou que o Líbano é parte central do acordo provisório, que também prevê a retirada de tropas israelenses do país.

Autoridades relatam uma trégua sustentada no Líbano desde o acordo, embora Israel mantenha uma zona de segurança no sul do país e continue ações para neutralizar ameaças. Israel e o Líbano devem iniciar nova rodada de negociações em Washington na próxima terça-feira.

O trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz aumentou, com o discurso de países vizinhos ressaltando o direito à passagem segura durante as negociações com o Irã. O aumento no tráfego ocorre em meio a tensões regionais e impactos no mercado global de energia.

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