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Rússia amplia presença no Sudeste Asiático

Energia domina a pauta: cúpula ASEAN-Rússia sinaliza cooperação em petróleo, gás e energia nuclear, ampliando presença de Moscou na região

Russian President Vladimir Putin (center), Singaporean Prime Minister Lawrence Wong (center-right), Philippines President Ferdinand Marcos Jr. (center-left), and other leaders pose for a joint photo during the Russia-ASEAN summit, in Kazan, Russia, on June 18.
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  • Veículos: líderes da ASEAN viajam a Rússia, em Kazan, para tratar de energia; Marcos Jr., presidente das Filipinas, participa como anfitrião, destacando segurança alimentar e energética.
  • Declarações conjuntas: os dois blocos sinalizam cooperação em energia nuclear civil e na Rede de Energia da ASEAN, além de explorar diálogo sobre cooperação marítima.
  • Filipinas x China: autoridades filipinas alertam sobre a possibilidade de China tomar controle definitivo de Scarborough Shoal; Teodoro sofreu sanções chinesas após declarações consideradas inadequadas.
  • Julgamento de Uyghurs na Tailândia: tribunal tailandês condena dois homens uigures ao death penalty pelo ataque de Bangkok em 2015; defensores apontam falhas no processo e planejam recurso.
  • Caso Najib Razak: julgamento de 809 páginas inclui frase famosa comparando o saque ao país com Attila, mantendo Najib com penas de prisão e multa; o ex-primeiro-ministro ainda tem apoio político.

A reunião ocorreu em Kazan, nos dias 17 e 18 de junho, onde líderes da ASEAN participaram da Cúpula Comemorativa ASEAN-Rússia. O encontro teve como tema principal a energia, após a guerra no Irã e o choque de oferta de commodities.

Nove chefes de Estado e de governo da ASEAN estiveram presentes, com encontros diretos com o presidente russo Vladimir Putin. A atuação de Moscou nessa região intensificou-se desde a invasão da Ucrânia, com foco em petróleo, gás e energia nuclear.

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., atuando como presidente da ASEAN, elogiou o engajamento estável entre as partes. Marcos mencionou segurança alimentar e energética como prioridades, além de cooperação contra crimes transnacionais e terrorismo.

Versão regional (energia e cooperação)

Ao fim da cúpula, uma declaração conjunta de Rússia e ASEAN ressaltou áreas de cooperação em energia nuclear civil e na Rede de Energia da ASEAN. Também ficou sinalizado um diálogo sobre cooperação marítima entre as partes.

Marcos indicou a possibilidade de um mecanismo para a compra regular de petróleo russo pela Filipinas e citou abertura para cooperação em energia nuclear. A viagem de Singapore incluiu conversas com Putin sobre ampliar a cooperação entre Rússia e ASEAN.

A uma distância adicional, Laos e Vietnã reforçaram vínculos com a Rússia. Vietnã sinalizou interesse em energia, fertilizantes e tecnologia, com acordos para cooperação nuclear. Laos discutiu exploração de usina nuclear de origem russa.

Outros desdobramentos

Thailand e Cambodja buscam ampliar comércio via acordo com a União Econômica Eurásia, enquanto Singapura defende maior respeito ao direito internacional em meio a tensões regionais. Indonésia adotou postura mais contida, com o presidente não participando ativamente da mostra de cooperação.

Na agenda externa, a possibilidade de maior influência chinesa no Scarborough Shoal preocupa autoridades filipinas. O secretário de Defesa das Filipinas, Gilbert Teodoro, alertou para a intensificação da atividade chinesa na região.

Caso envolvendo Uyghurs na Tailândia

Em Bangkok, um tribunal tailandês condenou dois muçulmanos uigures à pena de morte pelo atentado de 2015 na Estátua do Erawan, que deixou 20 mortos. Os réus, Bilal Mohammed e Yusufu Mieraili, afirmam a inocência. A defesa questiona falhas no processo e interrogatórios.

A sentença foi emitida após mais de uma década de investigação. Autores do ataque não foram identificados de forma definitiva, e a motivação continua em debate, incluindo acusações de retaliação à deportação de uigures para a China em 2015.

Familiares e advogados anunciariam recursos, destacando supostas irregularidades durante o interrogatório e o longo tempo de detenção. A Tailândia recebeu críticas de organizações de direitos humanos sobre o andamento do processo.

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