- O deputado David Farley, estreante pela Farrer, votou com Greens e independentes teals para reduzir os créditos de imposto sobre combustível destinados a mineradoras, agricultores e outras atividades que usam maquinário pesado.
- A emenda, apresentada pela deputada Nicolette Boele, foi derrotada após o voto de Labor e coalizão.
- MCA e NFF criticaram a posição de Farley, dizendo que ela ataca agricultores, mineradores e motoristas; One Nation diz que representa essas bases.
- Farley chamou a votação de “teatro político” e não confirmou se houve erro; a posição da One Nation sobre os créditos continua sob escrutínio.
- Repercussões políticas incluem cobranças de clarificação por parte de líderes do Nationals e de setores afetados; Pauline Hanson mencionou ter discutido o assunto com Farley.
Oções de combustível sob escrutínio: um voto no Parlamento dividiu apoio a créditos fiscais para setores como mineração, agricultura e construção. O deputado David Farley, recém-empossado pelo distrito de Farrer, alinhou-se ao bloco Greens e aos independentes teals para propor o recuo dos créditos de imposto sobre combustível. A medida foi apresentada pela deputada Nicolette Boele (Bradfield) e acabou rejeitada pelo Laborismo e pela Coalizão.
Farley votou em favor da emenda que buscava limitar o esquema, que devolve aos setores que utilizam maquinaria pesada o valor do combustível correspondente ao imposto de consumo de 52,6 c/ litro aplicável à gasolina e ao diesel. O resultado manteve o status quo, com o veto à proposta recebendo apoio de oposição majoritária e governo.
A posição de Farley provocou reação de associações setoriais. O Minerals Council of Australia (MCA) classificou o voto como um ataque a agricultores, mineradores e motoristas de caminhão, e disse sentir-se decepcionado com o deputado, ressaltando que ele é membro regional cuja atuação deveria refletir regiões fora dos grandes centros.
A MCA também informou que lançou nesta semana uma campanha para proteger o esquema de créditos, citando pressão de ativistas que, segundo a entidade, mal-interpretam o papel dos créditos na transição energética. O presidente executivo Tania Constable afirmou que o voto de Farley não representava os interesses da região.
A National Farmers Federation (NFF) e outros grupos também reagiram, sinalizando que a posição de Farley estaria alinhada a críticos de descarbonização ou a setores que defendem manter os subsídios para infraestrutura e operações pesadas.
O Peña parlamentar australiano ainda não confirmou se o voto de Farley foi intencional ou resultado de equívoco, já que o jovem parlamentar foi empossado recentemente. Em declarações a veículos locais, Farley descreveu a sessão como “teatro político” e não respondeu a pedidos de entrevista adicionais.
Entre na conversa da comunidade