- Darren Jones disse que não disputará a liderança do Labour após conversa com Andy Burnham e ter ficado reassurado com os planos econômicos de Burnham.
- Em entrevista à Sky News, o secretário-chefe do governo afirmou que MPs e outros interessados o incentivaram a concorrer, mas ele recusou.
- Jones pediu a Burnham que apresente mais de sua política econômica para tranquilizar os MPs do Labour, citando preocupação de mais de 100 parlamentares.
- Ele definiu “testes” para o primeiro ocupante do tesouro, destacando necessidade de entender a economia política, relação com o premiê e com o Tesouro.
- Questionado sobre Ed Miliband como chanceler, Jones disse que não comenta personalidades, apenas os critérios que o próximo chanceler precisa atender.
Darren Jones abriu mão de disputar a liderança do Partido Trabalhista após conversar com Andy Burnham. O até então secretário-chefe do premiê afirmou ter ficado assegurado sobre os planos econômicos de Burnham durante a ligação, nesta terça-feira, e decidiu não concorrer.
Em entrevista à Sky News, Jones afirmou que não irá concorrer, ainda que tenha recebido apoio de colegas e outras lideranças do partido. Ele disse que muitos Labour MPs contestam a liderança ou políticas econômicas, ou estão desanimados após a renúncia de Keir Starmer.
O político ressaltou a importância de Burnham apresentar mais detalhes de sua visão econômica para acalmar parlamentares, sindicatos e o público. Jones também sugeriu critérios para o ocupante do Ministério da Fazenda, destacando a necessidade de alinhamento com o premiê e de confiança junto aos mercados.
Critérios para o chanceler
Para o futuro chanceler, Jones listou que é essencial ter clareza sobre economia política, domínio das finanças públicas e uma relação próxima com o primeiro ministro. A capacidade de apoiar as prioridades do governo e de tranquilizar setores-chave é indispensável, segundo ele.
Questionado se Ed Miliband atende aos critérios, o chefe de gabinete disse não querer julgar personalidades, mas reiterou que os testes devem ser cumpridos. A discussão ocorre num momento de avaliação interna no Labour sobre liderança e agenda econômica.
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