- Lula participou, no segundo dia da cúpula do G7 em Évian, França, com representantes de Brasil, Coreia do Sul, Índia, Quênia e Egito.
- Em discurso, o presidente defendeu o combate ao crime organizado com respeito à soberania dos Estados e criticou o protecionismo e a redução da ajuda ao desenvolvimento.
- O encontro ocorreu após o anúncio de que os Estados Unidos estudam aplicar até 25% de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, com negociações em curso até 15 de julho.
- Lula mencionou a queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e citou a redução de financiamento de programas da ONU, como o Programa Mundial de Alimentos, desde cortes recentes.
- O presidente pediu um sistema financeiro que permita aos países em desenvolvimento pagar credores sem abrir mão de investimentos em alimentação, saúde e proteção, enquanto oito declarações conjuntas estão sendo elaboradas na cúpula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do segundo dia da cúpula do G7, em Évian, França, representando o Brasil e países convidados como Coreia do Sul, Índia, Quênia e Egito. Em encontro com líderes do grupo, ele defendeu o combate ao crime organizado, com respeito à soberania dos Estados, e criticou protecionismo e redução de ajuda ao desenvolvimento.
No painel sobre novas parcerias e reconstrução da solidariedade internacional, Lula destacou que chegou a décima participação em debates do G7. Ele afirmou que crises globais exigem respostas coletivas e criticou o retorno do protecionismo como solução para problemas complexos.
O encontro ocorreu em meio a tensões entre Brasil e EUA, já que o governo americano avalia novas tarifas para produtos brasileiros. O presidente deixou claro que mudanças na relação econômica devem respeitar a soberania nacional e os compromissos internacionais.
Proteção, soberania e cooperação
Lula ressaltou que o combate ao narcotráfico não pode ocorrer sem ações que envolvam lavagem de dinheiro e tráfico de armas. Ele citou a importância do diálogo e da cooperação institucional, incluindo a Interpol, para localizar ativos e indivíduos ligados a crimes transnacionais.
O discurso também abordou a queda da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento, com a menção de perdas significativas desde anúncios de cortes feitos pelo governo americano. O presidente afirmou que seria necessário preservar programas que garantem alimentação, educação e proteção a comunidades vulneráveis em países em desenvolvimento.
Finanças e desenvolvimento
Durante a reunião ampliada, o Brasil apontou a elevação do custo da dívida para países em desenvolvimento, com gastos estimados em 1,4 trilhão de dólares para quitá-la, enquanto a ajuda internacional é reduzida. Lula pediu um sistema financeiro que permita aos países investir na população sem comprometer o pagamento de credores.
As negociações entre Brasil e EUA sobre tarifas seguem em curso, com prazo até 15 de julho para conclusão. Embora Lula tenha se reunido com Trump no passado, não há previsão de encontro bilateral durante a cúpula em Évian. O Brasil, como país convidado, pode aceitar ou rejeitar os comunicados finais do G7.
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