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Potências nucleares ampliam e renovam arsenais em ambiente de guerra fria

SIPRI aponta renovação e expansão dos arsenais nucleares por nove potências, elevando riscos de escalada em um ambiente de tensões globais

Instalaciones de lanzamiento de misiles Oréshnik, en una imagen tomada en Bielorrusia en diciembre de 2025.
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  • O relatório anual do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Paz de Estocolmo (Sipri) aponta que nove países possuem armas nucleares e vêm modernizando seus arsenais, elevando o potencial de dissuasão.
  • Até janeiro de 2026, existem cerca de 12.187 ogivas nucleares no mundo, com aproximadamente 9.745 mantidas em depósitos para uso possível.
  • Dentre as ogivas, cerca de 4.012 estão desplegadas em mísseis, aeronaves ou armazéns; Rússia e Estados Unidos concentram mais de 1.700 cada, com leve aumento em relação ao ano anterior.
  • China registra cerca de 620 ogivas, com a maioria armazenada longe de silos de lançamento; o país exibiu novos sistemas de lançadores em eventos recentes.
  • O Sipri ressalta que, quase quatro décadas após a Guerra Fria, países dependem novamente de armamento nuclear como instrumento de poder e que o ritmo de renovação de sistemas de lançamento aumenta os riscos de erro de cálculo e escalada.

Durante uma ofensiva de artilleria contra a Ucrânia, Rússia utilizou dois mísseis Oréshnik. O ataque ocorreu na madrugada de 24 de maio, visando Kiev e áreas próximas. A operação resultou em quatro mortos e cerca de cem feridos. A carga era convencional, mas o Oréshnik pode transportar uma ogiva nuclear, conforme a descrição oficial.

O relatório anual do Sipri mostra que os nove Estados com arsenal nuclear melhoraram e modernizaram seus estoques no último ano. Entre eles, destacam-se os avanços russos com Oréshnik, e os Estados Unidos com o LGM-35A Sentinel, o submarino da classe Columbia e o bombardeiro B-21 Raider. São exemplos de uma nova atualização de capacidades de dissuasão atômica.

Contexto internacional

A análise aponta que, quase quatro décadas após a Guerra Fria, países dependem novamente das armas nucleares como instrumento de poder. O estudo alerta para maior risco de erro de cálculo e escalada, com o aumento de conflitos no mundo e guerras envolvendo potências nucleares.

O Sipri registra 12.187 ogivas no mundo até janeiro de 2026, com 4.012 desplegadas ou prontas para uso. Russia e EUA concentram a maior parcela. Cerca de 2.100 a 2.200 ogivas estão em estado de alerta máximo. Observa-se queda global no total, graças ao desmantelamento continuado, mas o ritmo preocupa por novas plataformas de lançamento.

Cenário geopolítico

Na prática, a renovação dos lançadores e sistemas de armas reforça a chamada corrida nuclear. China amplia seu arsenal para 620 ogivas, com grande parte em armazéns longe de silos. A retórica de dissuasão tem ganhado espaço, especialmente após o fim do Tratado de Redução de Armas Estratégicas entre EUA e Rússia.

A região europeia permanece sob vigilância. Países aliados da Otan mantêm capacidade nuclear para dissuadir, com França e Reino Unido operando arsenais estratégicos. A comunicação entre Washington e Moscou sobre controle de armas se mantém sem acordo público desde fevereiro, com pressão para negociações multilateral envolvendo China.

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