- No Fórum Econômico de San Petersburgo, uma delegação do AfD, ultradireita alemã, manteve reunião com a Gazprom para discutir a possível retomada de fornecimentos de gás russo via Nord Stream e outras opções técnicas.
- Putin abriu espaço para AfD em um encontro paralelo com grandes agências de imprensa, sugerindo que o Nord Stream poderia ser restabelecido “amanhã” se houver acordo político, e repetiu críticas a Kiev.
- Kirill Dmítriev, negociador russo próximo à família Putin, afirmou que há interesse de fazer negócios conjuntos em energia e inteligência artificial; segundo ele, existem cerca de trezentas empresas americanas operando na Rússia.
- A participação de Rodney Mims Cook Jr., chefe da Comissão de Bellas Artes de Donald Trump, gerou controvérsia. Washington negou ter enviado delegação ao evento, enquanto Cook mostrou uma galeria de fotos e projetos sem apresentar novidades.
- O fórum segue impactado pela crise econômica russa: Nabiúllina deixou o cargo de governadora do banco central por motivos de saúde; empresários reclamam de alta de impostos e de aperto fiscal que freia o consumo.
Por meio do Foro Econômico Internacional de San Petersburgo, a cordialidade entre Moscou e algumas figuras europeias seguiu presente, mesmo com o desgaste do evento frente aos atuais conflitos. A programação histórica ficou longe de sua antiga ostentação, mas as cortesias e negociações continuam a ocorrer nos bastidores. Diversos atores internacionais passaram pela cidade, mantendo contatos estratégicos.
A operação de Gazprom foi alvo de encontro externo ao recinto principal, com uma delegação do partido AfD da Alemanha. O registro revela encontros na sede da gigante gasista do Kremlin para discutir suprimentos de gás via Nord Stream e possíveis retomadas de fornecimento, conforme relata Markus Frohnmaier, porta-voz de Exteriores do AfD.
Interesses alemães e negociações com Moscou
Conforme Frohnmaier, a conversa tratou da reabertura de gasodutos e de opções para atender a demanda alemã. A imagem de Frohnmaier com Alexéi Miller, chefe de Gazprom, foi publicada por veículos locais, ampliando o foco sobre a relação entre o AfD e interesses energéticos russos.
Putin recebeu forças políticas em encontros paralelos com agências de notícias para discutir eventuais concessões ligadas ao gás. Em declarações, o presidente sugeriu que poderia restabelecer o fornecimento por Nord Stream caso haja cedência de posições por parte da Alemanha, em tom de negociação.
Contexto econômico e reação internacional
O Fórum, marcado por crise econômica, sofreu com a retirada de instabilidade: Nabiúllina não compareceu, alegando motivos de saúde. O ministro das Finanças, Siluánov, sinalizou que impostos aumentaram sem excedentes, enfatizando estabilidade diante de pressões fiscais.
Empresários presentes indicaram que o ambiente econômico permanece desfavorável, citando impacto do aperto fiscal e altas taxas de juros. A percepção é de que as exportações e o consumo sofrem, apesar da tentativa de manter relações com parceiros globais.
Participação de figuras públicas e controvérsias
Entre os presentes esteve Rodney Mims Cook Jr., chefe da Comissão de Bellas Artes de Donald Trump, que apresentou fotos de viagens e projetos arquitetônicos, sem promover anúncios relevantes. Washington negou ter enviado delegação oficial ao evento, segundo o secretário de Estado.
Cook dividiu palco com Steven Seagal, que abriu críticas sobre Hollywood e política, enquanto o evento destacou menos o impacto de tais intervenções no cenário cultural internacional. A presença de figuras americanas gerou debate sobre intercâmbios culturais e impacto político.
Dados adicionais do contexto regional
O encontro ocorreu em um momento de tensão entre Moscou e ocidente, com a Rússia mantendo o uso estratégico de energia como ferramenta de influência. O objetivo declarado de alguns participantes foi preservar trocas culturais e econômicas de forma recíproca, mesmo diante de sanções.
Dentre os demais participantes, figurações de empresários russos e americanos foram citadas por fontes locais, incluindo menções a acordos em energia e inteligência artificial. O fórum continua a ser um espaço de contatos discretos, com pouca visibilidade pública sobre resultados imediatamente executáveis.
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